Então, às vezes chega um momento da madrugada em que não se aguenta mais ouvir guitarras sujas, solos virtuosos e riffs violentos; aquele momento mágico em que as taças de vinho começam a fazer efeito, você começa a se questionar e filosofar sobre a tediosidade da vida, twittadas inúteis surgem quase que espontaneamente, e uma cama confortável começa a parecer mais atrativa do que horas de diálogo improdutivo com marmanjos que você nunca viu pessoalmente. É nesse instante que você pode vir a procurar alguma coisa diferente para ouvir – algo coisa mais, assim, relaxante. Tipo, hum, Norah Jones.
O que faz Norah Jones? Músicas calmas, bem arranjadas e executadas, levadas por uma voz doce e suave, com aquela capacidade de nos fazer relaxar, servir mais algumas taças de vinho, escorar a cabeça na parede e ficar pensando naquela guria da faculdade que às vezes parece te olhar de um jeito diferente. Ou naquela paixão platônica da 8º série, o que será que ela anda fazendo hoje em dia? Enfim, o tipo de música que quase parece fazer da solidão e do marasmo existencial sentimentos dignos e admiráveis, e assim você se sente um pouco menos como o catarro supremo do universo.
Enfim, é boa música, inegavelmente, ainda que talvez não música para qualquer um ou qualquer momento. Mas pelo menos para mim e às 4 da manhã, funciona.

auihauhaiuh com certeza!
Normalmente nessas horas eu coloco Oren Lavie. Nossa, aclama que é uma beleza!
Little joy tambem sempre vai bem às 4 da manhã. Recomendo.
“catarro supremo do universo”
No mínimo, profundo.
Bom post, by the way