Devaneio

O universo é composto por bilhões de bilhões de bilhões de estrelas espalhadas por um imenso, absurdamente grande, imensuravelmente gigantesco mar de matéria escura. Cada pontinho brilhante à noite no céu é um astro localizado a milhares, às vezes milhões, de anos-luz da Terra – a saber, cada ano-luz é a distância que uma partícula de luz (também chamada fóton), que viaja na velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, percorre no período de um ano. Como a nossa própria visão é fundamentada na percepção dessas particulas de luz pelos nossos nervos óticos, isso quer dizer que esses mesmos pontos representam, na verdade, a situação da sua respectiva estrela não hoje, mas esses milhares ou milhões de anos no passado. Muitas dessas estrelas talvez nem existam mais; outras tantas podem ter surgido no seu lugar e nós não teremos a menor idéia da sua existência por pelo menos outros milhares ou milhões de anos. Cada uma delas pode, ainda, conter um conjunto de planetas que orbitam na sua volta, talvez menores, talvez maiores, talvez com o mesmo tamanho da Terra. Todos esses astros – não só estrelas e planetas, mas também cometas, asteróides, nebulosas, e sabe-se lá mais o quê – geram uma distorção espacial em torno de si, chamado campo gravitacional, que atrai os objetos à sua volta e, dependendo da sua distância e massa relativa, pode fazê-lo girar ao seu redor. Às vezes, esse campo gravitacional pode ser tão poderoso, e em torno de um espaço tão pequeno, que absolutamente tudo à sua volta é sugado para dentro dele, até mesmo as partículas de luz, resultando em um pequeno ponto escuro no espaço com massa e densidade absurdamente gigantescos – um buraco negro. Absorvendo tudo à sua volta, é possível que esse buraco negro, em algum momento, reúna uma massa tão grande dentro de um espaço tão pequeno que simplesmente a pressão dentro dele torne-se irresistível, e acabe em uma grande explosão de matéria que irá se expandir, condensar e eventualmente formar todo um novo universo de estrelas, planetas, cometas e todo o resto. E, no meio disso tudo, por que raios eu to aqui sentado na frente do computador escrevendo?

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