Havia uma luz em algum lugar. Tinha que haver – sabia disso. Quase a podia ver… Apenas não via o lugar. Deveria ser por ali, perto do fim, e ele procurava como se sua vida dependesse daquele tesouro – muito mais dependia, na verdade, mas só sabia ser displiscente desta forma.
Revirando entre as pilhas de sombras daquele canto, quase pensou ver um pequeno brilho, mas não era nada; pensaria que era só a sua imaginação, se não a tivesse perdido em algum outro canto escuro, horas antes. Devia ser o sono, então. Ou o tédio. Esses, sim, estavam sempre com ele, ou ao menos naqueles momentos em que ele quase se achava capaz de encontrar a maldita luz.
Quase.

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