Todos passavam pela porta fechada do banheiro e olhavam para ela um pouco assustados e um pouco encabulados ao ouvir os gemidos e suspiros que vinham de dentro. Lá, de frente para o espelho, Paulo suava, a face vermelha de cansaço, movendo com força as mãos. Parou por alguns segundos, recuperou o fôlego em uma série de suspiros, e voltou ao trabalho. Repetiu a mesma sequência por vários minutos, tentando manter um certo ritmo, até que, enfim, veio o alívio: o fluído pegajoso saiu do corpo, deixando atrás de si um sorriso relaxado e a sensação de prazer com o objetivo atingido. Conseguira, finalmente, espremer a maldita espinha!
Na Intimidade
Publicado 11/04/2011 r Contos Deixar um ComentárioTags:dermatologia, intimidade, mini-contos, privacidade

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