A Fonte

Ali estava, na frente dele, a fonte de tudo o que existia: o grande lago de coisas no topo do rochedo mais alto que tudo, de onde escorria, em uma grande cachoeira, toda a matéria-prima das dezenas de milhões de universos. Ao redor, apenas o vazio infinito onde flutuavam grandes nuvens carregadas de existência evaporada.

O viajante caminhou até a beirada, e observou espantado a queda d’coisas. Do nível inferior do lago escorriam milhares de cataratas, e estas, um pouco mais adiante, se dividiam novamente em um delta de novas quedas, cada uma formando abaixo um grande rio de existência que corria até um universo diferente. Era assim a grande Rede de Tudo o que Existia – e o viajante guardou bem aquela memória, junto à todas as outras que havia da sua interminável jornada.

Logo começou a chuva: as nuvens de existência, cheias demais, precipitavam seu conteúdo no grande lago, enchendo-o novamente quando já estava quase seco. O viajante aproveitou a deixa e foi embora, voltando à sua velha estrada de destino inexistente.

Anúncios

0 Responses to “A Fonte”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Sob um céu de blues...

Categorias

Arquivos

@bschlatter

Estatísticas

  • 199,338 visitas

%d blogueiros gostam disto: