Arquivo para abril \21\-03:00 2009



Jogo Rápido

– Muito bem, grupo, façam os personagens pro jogo. 8º nível. – disse o mestre.

– Tá. Eu vou ser um guerreiro. – logo se adiantou um dos jogadores. – Tudo bem? – todos concordaram.

– Eu vou ser um mago então. – proclamou outro.

– Alguém já é clérigo? Então eu vou ser. – decidiu o terceiro.

– Falta o que ainda pra ficar um grupo legal? Ladrão? Tá beleza pra mim. – falou o quarto.

– E eu vou ser um… Hum… Paladino. – escolheu o último.

– Ok. – continuou o mestre. – Façam aí os personagens.

– Rolar os dados pros atributos?

– Não, não. Distribuam pontos.

– Certo.

Todos conferiram suas fichas por alguns minutos, anotando números e fazendo cálculos.

– Mudei de idéia. – disse o guerreiro. – Vou ser um bárbaro.

– Tudo bem, mas faz logo a ficha. – respondeu o mestre. Voltaram cada um para suas fichas.

– Pode pegar alguma Classe de Prestígio? – perguntou o ladrão.

– Pode, pode sim.

– Empresta aí o Livro do Mestre pra eu ver os pré-requisitos.

– Ok. – e entregou o livro. O jogador começou a folhear, em busca de uma classe para o personagem.

– Cadê o Livro do Jogador? Eu quero ver os meus Talentos. – pediu o clérigo.

– Tá aqui. – respondeu o mestre, e entregou o livro.

– Acho que não vou mais ser um bárbaro. – disse o primeiro jogador. – Vou fazer um bardo. Um bardo meio-orc!

– Tudo bem. – todos concordaram.

– Quais são as perícias de classe do Paladino? – perguntou outro.

– Espera aí, deixa eu ver. – o mestre pegou o Livro do Jogador de volta, procurou a página e disse as perícias. O jogador anotou na ficha; depois, o mestre devolveu o livro para o jogador que o estava consultando.

– E o que eu preciso de pré-requisitos pra ter esses Talentos aqui? – perguntou o ladrão, apontando os pré-requisitos da Classe de Prestígio que queria usar. O mestre disse os que sabia de cor; um dos jogadores ajudou com os outros. O jogador do ladrão anotou tudo na ficha, para ter certeza de que estava tudo certo.

– Acho que vou fazer um guerreiro mesmo. – avisou o jogador que agora era um bardo.

– Tudo bem. – aceitou o mestre. – Mas faz logo pra gente jogar.

– Cadê o Livro do Jogador? – pediu o mago. – Eu quero escolher minhas magias…

– Espera um pouco. – avisou o clérigo, que ainda olhava os talentos. O mago aproveitou para conferir perícias e atributos.

– Eu quero dar uma olhada também, pra ver os Talentos. – pediu o ladrão, colocando o Livro do Mestre em cima da mesa.

– Aliás, acho que vou fazer um druida. – disse o guerreiro.

– Tudo bem, mas faz logo. – pediu o paladino. – Terminei o meu.

– Certo, tu tem 40 mil p.o. pra comprar equipamentos e itens mágicos.

– Ok. – e pegou o Livro do Mestre.

– Eu ainda quero escolher minhas magias… – pediu o mago.

– Tá, pega aqui o Livro do Jogador. – entregou pra ele o clérigo. – Quanto tem de dinheiro pro equipamento mesmo?

– 40 mil p.o. – respondeu o mestre.

– Não… Acho que vou ficar com um guerreiro mesmo. – voltou atrás o druida.

– Tudo bem, mas faz logo! – disseram todos, quase gritando.

Passaram as horas. Foi um livro pra um lado, pro outro, e de volta, e de novo; e os outros também. Finalmente, o grupo está pronto, e é hora de começar a jogar.

– Muito bem. – diz o mestre. – Todos já se conhecem e são um grupo de aventureiros formado, que está de passagem na cidade depois da última aventura. O que vocês fazem?

– Acho que eu vou pra taverna. – diz o ladrão.

– Eu também. – concorda o mago, seguido pelos demais.

– Certo. Então, quando vocês estão na taverna…

Toca um celular. O paladino atende, e todos esperam ele terminar de falar.

– Putz, pessoal, eu tenho que ir… Compromisso familiar. – diz, um tanto decepcionado.

– Espera um pouco… Que horas são? – pergunta o mestre. O paladino olha no próprio celular.

– Sete e meia.

– Putz… Eu tenho que ir também.

Todos suspiram, decepcionados. Guardam as fichas, os dados e os lápis, se despedem, e vão embora.

(Comentário rápido final: e depois ninguém me entende quando eu digo que prefiro 3D&T…)

Eric Clapton: A Autobiografia

eric-clapton-biografiaÀs vezes eu tenho a impressão de que todos os roqueiros são iguais, se não de fato, pelo menos no retrato que é feito deles. Vá lá ver, por exemplo, o Jim Morrison do filme com o Val Kilmer, e compare com o Jimi Hendrix do Wood Harris, o Johny Cash do Joaquim Phoenix, ou o Jerry Lee Lewis do Dennis Quaid: são todos o mesmo personagem, com o mesmo olhar perdido, a mesma inércia ao cuidar da própria vida, os mesmos dramas com drogas, groupies e família, apenas em embalagens diferentes. Há alguma legitimidade, no entanto, quando é o próprio artista se retrata dessa forma, como é o caso do Eric Clapton nesta autobiografia.

Não há muito mais o que falar a respeito, na verdade. Biografias são talvez o gênero literário mais sujeito aos ditames do gosto pessoal, uma vez que, se não houver qualquer interesse no personagem retratado, realmente não há muito mais que chame atenção para elas. E é inegável que, como amante de blues e dublê de guitarrista que sou, tenho muito interesse na carreira dele; concordo em algum nível com aquela frase muito em voga na década de 60, que dizia que Clapton é Deus. É claro, portanto, que a minha avaliação é total e absolutamente parcial.

O que também não quer dizer que ela seja descartável, no entanto, uma vez que, independente do personagem retratado, Eric Clapton: A Autobiografia possui muitas virtudes dentro do gênero também. A começar justamente por ser uma autobiografia, e não uma escrita por um terceiro – normalmente, costumo ter um tanto de cuidado ao ler biografias, uma vez que é muito fácil para o autor cair em armadilhas como anacronismos ou argumentos teleológicos, além de ficcionalizar demais o personagem retratado; quando é a própria pessoa retratada que a escreveu, no entanto, essas armadilhas são facilmente passáveis, uma vez que, se não pela própria versão dos fatos contados (que certamente se encontram no ápice da parcialidade), as próprias impressões e comentários a respeito deles já ajudam a compreender o autor mais do que a sua história. E é inegável que Clapton é uma pessoa inteligente, e sem medo de reconhecer os erros que cometeu; seus comentários a respeito da própria carreira, do universo musical que o cercou por mais de 40 anos, e a sua conturbada relação com drogas e com o álcool, são honestos e profundos, e em alguns momentos até surpreendetes.

Enfim, Eric Clapton: A Autobiografia, apesar do nome sem nenhuma criatividade, é um livro indispensável para interessados em história da música, fãs de Clapton e fãs de blues, rock e o que mais tenha sido feito nos últimos 40 anos no mundo da música pop. O que deveria ser a mesma coisa de qualquer forma, na minha opinião.

A Bela Adormecida

O valente cavaleiro atravessou a floresta de espinhos, adentrou as muralhas guardadas por gárgulas, enfrentou o dragão, subiu a torre mais alta do castelo, derrotou a bruxa maligna. Chegou, enfim, ao seu objetivo: o quarto onde dormia a princesa enfeitiçada.

Entrou e se aproximou, decidido, da cama onde repousava o corpo. Como era bela, a princesa! Tinha as feições de um anjo de porcelana, os olhos fechados em uma melancolia angustiante, e longos cabelos dourados que caiam da extremidade da cama até suavemente tocar o chão. O cavaleiro ajoelhou-se e, com a mão direita, segurou a mão da moça, levemente levantando-lhe o busto com o outro braço.

Um trio de borboletas voou até a torre, deixando para trás um rastro de pó brilhante, e pousou na base janela, de onde observavam atentas o que se passava. O cavaleiro aproximava lentamente o rosto da princesa do próprio rosto, fechando os olhos à medida que seus lábios se tocavam.

Ela abriu os olhos, surpresa.

E ele abriu os olhos, ainda mais surpreso. O rosto contorceu-se numa expressão de asco; se afastou num gesto brusco, deixando-a cair novamente sobre a cama, e cuspiu inúmeras vezes no chão, tentando se livrar do gosto nauseante que a boca dela havia acumulado em anos de sono ininterrupto. Por fim, saiu correndo da torre, atrás de algo fresco para beber.

Arahan

affiche_arahan_2004_1Arahan é um filme coreano de artes marciais e comédia, indo um pouco na linha de Kung-Fusão e Shaolin Soccer, ainda que um tanto menos exagerado. Ele conta a história de Sang-hwan, um policial de rua inexperiente e honesto, totalmente desajeitado e atrapalhado, e a forma como ele acabou aceito como discípulo dos Sete Mestres do Tao, um estilo ancestral de arte marcial.

O filme é, fácil, fácil, um dos mais legais que eu assisti nos últimos tempos. O tom de comédia fica na medida certa – as tiradas cômicas são ótimas, com timing perfeito e sempre dentro do contexto; o filme não tenta ficar te empurrando piadas esdrúxulas goela abaixo o tempo todo apenas por ser um comédia, como certas sátiras-besteirol que existem aos montes por aí (vocês sabem do que eu to falando). E, claro, não se pode tirar também o mérito da atuação de Ryoo Seung-Bum no papel principal, que colabora, e muito, para esse fator cômico.

A parte de artes marciais em si também não é desnecessariamente estravagante. Existem alguns saltos um tanto mais exagerados dos personagens, como é comum no gênero, mas é em geral bem pé no chão, sem deixar nada ficar extremamente caricato. O único ponto um pouco ruim é o excesso de uso de câmera lenta, principalmente na luta final.

O maior mérito do filme, no entanto, não é tanto o lado cômico ou de ação. Ambos são ótimos e praticamente irrepreensíveis, mas são usados de apoio para se contar uma história que é, ela própria, muito boa e cativante, com personagens de carisma e eficiência, e que se presta bem a tentar nos fazer refletir sobre aquilo da qual ela fala – o papel do estudo e do aprimoramento pessoal em tempos contemporâneos – sem tentar nos jogar uma moral da história na cara a cada 5 minutos. Ainda que no final ela acabe caindo para um lado um pouco mais King of Fighters e Dragon Ball, como infelizmente ocorre com mais freqüência do que deveria dentro do gênero, ela consegue manter esse espírito do roteiro até o fim.

No fim, tudo pode ser resumido em: Arahan é um ótimo filme. Engraçado, divertido, com boas lutas e um grande roteiro com ótimos personagens. Altamente recomendado.

Seppuku

– Só há duas formas de resolvermos a situação. – disse o velho samurai, fitando-o seriamente. – O seppuku, ou o casamento.

Seppuku. – ele respondeu, sem hesitar.

Onegai Teacher! – Uma Professora de Outro Mundo

onegaiteacher01320x459oc9Eu não sou exatamente um fã de comédias românticas; não é nada específico contra o gênero, só não acho que o fato de um filme ser o último da Meg Ryan seja uma boa indicação de que eu vá gostar dele (talvez se fosse o último da Meggan Fox, mas aí já seria outra história…). Se é pra comer pipoca, sou bem mais favorável um bom e velho filme de ação, com perseguições de carros, explosões e tiroteios coreografados a lá John Woo. Mas, enfim, não sou uma pessoa totalmente insensível (só cerca de 80%), e sei reconhecer quando uma história do gênero é realmente tocante. O Casamento do Meu Melhor Amigo é um bom exemplo, um filme que eu de certa forma aprendi a gostar. Onegai Teacher! – Uma Professora do Outro Mundo é outro ótimo exemplo.

A versão em mangá lançada no Brasil, com apenas duas edições, conta a história de Kei Kusanagi, um estudante do colegial com uma doença rara que o põe em estado vegetativo quando está sob certas circunstâncias emocionais. Por causa disso, ficou em coma durante 3 anos, e tem a aparência de um jovem de 15 anos mesmo já tendo 18, e essa diferença com relação aos seus colegas o tornam uma pessoa um tanto solitária e melancólica. As coisas começam a mudar, no entanto, quando conhece Mizuho Kazami, a nova professora de História do seu colégio, que na verdade é uma alienígena em missão na Terra. Kei acaba descobrindo o segredo da professora, e, depois de alguma confusão, acaba tendo de casar com ela, e é aí que começa a história do mangá.

Tá certo que não é exatamente um começo muito promissor, e a princípio tudo indica que se trata de mais um mangá sobre um colegial bobinho rodeado de garotas assanhadas, feito sob medida para otakus babões. Mas quem passar por essa primeira (e equivocada) impressão vai encontrar uma ótima história sobre o relacionamento entre os dois personagens principais, e como ele vai, aos poucos, amadurecendo de um casamento de fachada para algo verdadeiro, a medida que eles vão refletindo sobre sua situação e seus sentimentos. Tem lá a sua dose de piadas bobinhas e situações forçadas, claro, mas o saldo final é bastante positivo: uma história madura e interessante que, mais do que apenas divertir, nos faz pensar e refletir sobre nós mesmos.

Há também uma versão da série em animação (na verdade, ela foi feita originalmente como um anime), que pode ser conseguida, com legendas em português, em sites na internet e programas de compartilhamento de arquivos. Existem algumas pequenas diferenças no roteiro entre as duas versões, e pessoalmente acredito que o anime consegue ser um pouco superior ao mangá, mas o tema central continua o mesmo, e mesmo quem escolher os quadrinhos não deve se decepcionar.

No fim, Onegai Teacher! é certamente uma recomendação para quem gosta de mangás/animes, quadrinhos em geral, boas histórias bem contadas, ou até mesmo, vá lá, de filmes da Meg Ryan.

Neverwhere

neverwhere1Eu gosto muito da temática de “mundos secundários”, o que, acredito, não deve ser exatamente tão incomum assim entre jogadores de RPG. Acho que é algo de toda a idéia de um universo alternativo, onde as coisas nem sempre estão sujeitas às mesmas leis e a mesma lógica do nosso mundinho comum cotidiano, que me tem tanto apelo; por vezes, até uma história meia-boca acaba me rendendo uma leitura cativante apenas por explorar bem esse aspecto fantástico, brincando com palavras, situações e outros elementos de maneira inesperada e imaginativa. E vez por outra eu mesmo gosto de viajar nessas possibilidades, jogando com o surrealismo e a fantasia apenas pela brincadeira.

Se por um lado, no entanto, se deixar levar por estes mundos alternativos pode ser encantador e cativante, desenvolvendo a imaginação e a criatividade, por outro também pode ser uma armadilha, e acabar nos afastando e fechando os olhos para os mundos secundários presentes na nossa própria realidade. Não é preciso, afinal, ir para uma Arton ou Bas-Lag da vida para encontrar um local onde as coisas funcionam por outras leis e outras lógicas – basta sair da vidinha fechada de cidadão de classe média para explorar os submundos das favelas e moradores de rua; ou então, na direção oposta, subir ao topo mais alto da pirâmide social, com os jovens de elite em seus Édens de luxo isolados da selva urbana pelas grades do condomínio. Também aí temos mundos praticamente paralelos, com outras regras de funcionamento; e também eles tem seu apelo exótico e idealizado, causando choques e conflitos vastamente explorados na ficção, desde o clássico O Príncipe e O Mendigo, de Mark Twain, até as telenovelas globais e filmes sobre favelas do cinema nacional recente.

Acho que o primeiro ponto que me chamou a atenção em Neverwhere (ou Lugar-Nenhum, na versão nacional lançada pela Conrad), do ímã de tietes Neil Gaiman, foi a forma como ele extrapola essa idéia, partindo de um mundo que, em um primeiro momento, poderia ser apenas um aspecto da nossa própria realidade, e então transformando-o em um cenário de fantasia rico e exuberante, do tipo que não faria feio em qualquer livro de RPG (inclusive, aliás, há um jogo não-oficial inspirado na obra, disponível gratuitamente em PDF). Se a idéia de um outro mundo nas sombras do mundo real não é exatamente novidade – qualquer RPG da linha Storyteller já faz isso, bem como dezenas de outras obras de terror e fantasia contemporâneas; e o próprio Gaiman trabalha o tema com maestria em outros dos seus livros, como Anansi Boys e o genial American Gods -, e a história do cara normal em algum tipo de crise existencial que de repente é jogado do nada em um mundo fantástico também é completamente manjada, a leitura toda acaba tendo um outro sabor na medida em que se faz essa associação, e você se pega imaginando sobre os mundos que devem existir sob as pontes do Arroio Dilúvio, por exemplo, ou da qual fazem parte todos aqueles mendigos folclóricos que existem em qualquer cidade grande, do tipo que fala com ETs e outros seres invisíveis.

A história foi criada, ao que parece, para uma mini-série de TV da rede britânica BBC, que posteriormente teve o roteiro adaptado pelo Gaiman para o formato de um romance, e depois também para uma história em quadrinhos; acredito que seja daí que vêm as principais virtudes e também os maiores problemas do livro. Por um lado, toda a caracterização dos personagens tem uma teatralidade muito interessante, repleta de gestos e tiques exagerados e expressivos, remetendo muitas vezes aos trejeitos de animais e tornando muito fácil imaginá-los; e a descrição dos cenários também é bastante rica, tornando toda a narrativa muito visual e interessante. Por outro, no entanto, o roteiro todo acaba sendo um pouco convencional e sem brilho; é notável como ele perde bastante o ritmo quando se afasta da descrição do cenário fantástico e seus personagens peculiares e passa a se dedicar mais ao desenvolvimento linear dos acontecimentos e relacionamentos entre eles, caindo em tramas e conflitos fáceis, com vilões confusos e seus planos mirabolantes de dominação, mistérios e soluções manjadas, e uma moral final óbvia e previsível.

Não ajuda muito, ainda, o fato do protagonista ser um tanto vazio de personalidade e motivação – problema que acontece também em American Gods, aliás, o que me leva a imaginar até que ponto não seja um vício do autor. Às vezes chega a parecer que toda a viagem fantástica e maravilhosa aconteceu apenas porque ele não tinha nada melhor para fazer. Mas há de se destacar que foi bastante fácil ver, tanto no Richard Mayhew de Neverwhere como no Shadow de American Gods, alguns traços da minha própria personalidade, então talvez se possa questionar também até que ponto não é algo que ajuda a torná-los personagens mais universais.

De qualquer forma, mesmo com estes poréns, ainda acho que a experiência toda de ler Neverwhere é bastante positiva, por tudo que ela provoca na imaginação e nas idéias. Acho que Gaiman é, provavelmente, o grande autor da fantasia contemporânea, capaz de criar magia e criaturas fantásticas no mundo atual sem precisar apelar para vampiros, lobisomens e todos os outros lugares-comuns do gênero. E eu sei que eu, pelo menos, nunca mais vou olhar para um sem-teto da mesma forma outra vez.


Sob um céu de blues...

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