Correnteza

Seguia a maré dos corações partidos, levado pelas ondas platônicas de epifanias instantâneas. Ao lado passavam peixes fora d’água, gigantes com pés de barro, pedras moles perfuradas; borboletas de luz, preenchidas de simbolismo e sentimento, voavam sem razão pelas margens erodidas. Se agarrava às figuras de linguagem e movia-se pela correnteza, um náufrago à deriva em um rio de metáforas, atrás do porto seguro daquele tempo há muito perdido de onde esquecera de trazer o sentido de tudo o que fazia.

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