Dig Out Your Soul

Oasis-Dig Out Your Soul [Front]Bueno, depois de algumas divagações e resenhas aleatórias, falemos um pouco sobre esse último disco do Oasis, de cuja turnê fazem partes os shows que eles vieram fazer aqui em terras tupiniquins, incluindo – uh-huh /o/ – Porto Alegre. Pessoalmente, eu gostei bastante das novas músicas; certamente não são as melhores que eles já fizeram, até porque, convenhamos, nenhum deles tem mais a energia de um garoto de vinte anos, mas são todas honestas e competentes, com ótimas melodias e arranjos. Acredito que este seja o melhor disco da banda desde… Bem, talvez desde mesmo o Be Here Now, justamente o último grande trabalho deles na época em que eram a maior banda do mundo.

Não que seja um trabalho especialmente original, é claro – Oasis nunca foi uma banda marcante pela originalidade; eles fazem um rock assumidamente genérico e kitsch, mas pelo menos são honestos e, principalmente, competentes nessa abordagem. As primeiras faixas mostram bem isso, condensando suas diversas influências muito bem; as duas primeiras músicas – Bag It Up e, principalmente, The Turning, a melhor do disco na minha opinião – estão facilmente entre as mais bacanas que eu ouvi recentemente, nessa época de revivals atrás de revivals e micro-bandas de MySpace, e The Shock of the Lightning, o primeiro single, poderia muito bem ter entrado no Definetly Maybe ou (What’s the Story) Morning Glory – até o vocal do Liam está parecendo com o daquela época, mais limpo, diferente da rouquidão que tem marcado os últimos discos, e você fica com vontade de sair cantando o refrão Love is time machine / Up on the silver screen quando sai na rua.

As outras músicas não chegam a se destacar tanto quanto estas três, na minha opinião, mas ainda apresentam um rock eficiente e bem acima da média. Há algumas baladas bacaninhas – como I’m Outta Time, que remete aos (…suspense!…) Beatles -, e é notável como a banda está entrosada, com os instrumentos de apoio mais altos, fazendo algumas variações rítmicas e experimentando com percussões, sons e ruídos, como em (Get Off Your) High Horse Lady. To Be Where There’s Life, com a bateria e o baixo em primeiro plano, lembra um pouco as bandas de funk/rock psicodélico dos anos 80 e 90; Falling Down tem um arranjo de base bem interessante; e Ain’t Got Nothing tem uma melodia que me lembrou Cream. Apenas os vocais do Noel nas faixas em que ele canta desta vez acabam sendo um pouco decepcionantes, muito mais do mesmo – não que sejam ruins, bem pelo contrário, mas não há nada do nível de uma The Importance of Being Idle, por exemplo, apesar de que as versões alternativas de Waiting for the Rapture e The Turning no disco extra da edição especial ficaram bem bacanas.

No fim, Dig Out Your Soul é um disco muito bom, um dos melhores que eu ouvi recentemente (não que eu tenha ouvido muita coisa nova, de qualquer forma), e uma surpresa para quem não esperava do Oasis muito mais do que um rock com formol (mas não necessariamente ruim) como o do Don’t Believe the Truth. Eu, pelo menos, gostei bastante.

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