Sweet Silver Blues

Sweet_Silver_BluesAlgum tempo atrás eu publiquei aqui o conto Meu Doce Bebê Dragão, sobre um detetive halfling resolvendo um caso de seqüestro pelas ruas de Valkaria, no mundo de Tormenta. O resultado final até que não foi dos piores – não costumo gostar muito do que eu escrevo, mas até que eu achei ele divertido no fim, apesar de um pouco apressado pois não tive paciência de desenvolvê-lo em uma história mais longa. Diferente de um certo outro caso, no entanto, desta vez eu preciso admitir que a idéia realmente não foi espontânea e original; há pelo menos uma outra série de noir fantástico no mercado, os Garret Files de Glen Cook, que de fato me inspiraram diretamente.

Cook é conhecido principalmente pelas histórias da The Black Company, uma série de fantasia militar bastante famosa lá fora, algo assim como um Comandos em Ação medieval, simplificando bastante. Pessoalmente, no entanto, acho as histórias do detetive particular Garret muito mais divertidas e interessantes – são, em primeiro lugar, mais originais, com uma fantasia predominantemente urbana; há ainda o fator pastiche, que eu, pelo menos, adoro, e que é muito bem executado; e, principalmente, há toda uma gama de personagens cativantes e envolventes, daqueles que, mesmo quando a história não é das mais empolgantes ou surpreendentes, pelo menos prendem a atenção simplesmente porque você se importa com eles e quer saber o que lhes acontecerá.

Sweet Silver Blues é o primeiro primeiro livro da série, que já possui mais de dez volumes. Talvez justamente por isso ele não tenha alguns dos vícios que se tornaram comuns nas histórias posteriores do autor, inclusive em outras séries que ele escreve – nestas, o enredo principal às vezes parece irrelevante e redundante, recorrendo sempre aos mesmos artifícios para se resolver, e o livro todo acaba se sustentando em cima do carisma dos personagens. Aqui, no entanto, a trama principal é também envolvente e intrigante, do tipo que nos faz devorar páginas e páginas sem dormir, e nos brindando com uma primeira viagem fantástica por TunFaire, a metrópole noir habitada por anões, elfos, vampiros e outras criaturas maravilhosas.

Não vou chegar a dizer, é claro, que seja uma obra imprescindível, daquelas que todos devem ler ou serem condenados a se sentir como seres inferiores pelo resto de suas vidas. É, no entanto, uma leitura bastante prazerosa e divertida, do tipo que se faz facilmente em um fim de semana ou dois, e da qual não há muito o que se arrepender, além de, com alguma imaginação, ainda dar uma meia-dúzia de idéias bacanas para fugir do lugar-comum nas próximas partidas de RPG.

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Sob um céu de blues...

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@bschlatter

  • RT @queensregent: tao achando absurdo os white walkers trabalhando mesmo depois de mortos? é assim que vai ser com a reforma da previdencia 45 minutes ago
  • Mas do jeito que é a probabilidade é que a série seja a única que vai ter um final por um bom tempo também. 49 minutes ago
  • Inclusive às vezes acho que se eu não fosse fã dos livros antes da série sair, já tinha largado. 50 minutes ago
  • Dizer que já estou na fase de acompanhar por inércia. Já vim até aqui, vamos até o fim mesmo. 51 minutes ago
  • Na outra editoria vou dizer que tô até feliz que a temporada de GoT acaba logo, aí não perco mais meu tempo até o ano que vem. 51 minutes ago

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