Como Se Fosse a Primeira Vez

como-se-fosse-a-primeira-vez-poster012Ainda no clima do dia dos namorados, então. Acho que já disse isso antes, mas eu não sou exatamente um fã de comédias românticas – o que não impede, é claro, que algumas vezes uma história do gênero se mostre realmente interessante e consiga me tocar de alguma forma. Como se Fosse a Primeira Vez é uma das que conseguiu essa façanha.

O feito se explica por uma boa série de méritos que o filme despretensiosamente atinge, a começar pela ótima premissa, fugindo do chavão e do lugar comum ao colocar Henry Roth, o bobalhão típico interpretado pelo Adam Sandler (e tão típico que não há como negar que ele desenvolveu uma certa competência em fazê-lo) tendo que diariamente conqusitar a carinha de anjo de Lucy (Drew Barrymore), que, por causa de um acidente que prejudicou a sua capacidade de reter memórias, sempre se esquece dele no dia seguinte. Passa ainda pela forma como o roteiro constrói e logo desconstrói todas as expectativas típicas do gênero, fugindo de forma magistral do “final feliz que magicamente resolve tudo” (mas sem, é claro, deixar de ter um belo final feliz); e também pelas ótimas tiradas cômicas do Adam Sandler, muito bem apoiadas pelo elenco coadjuvante, sobretudo o Rob Schneider no papel do havaiano Ula. Tudo se completa ainda com a excelente escolha do cenário do filme no Havaí, que ajuda a criar um clima exótico e fabulesco para o desenvolvimento da história. E eu já falei na carinha de anjo da Drew Barrymore?

O que eu poderia destacar de negativo, talvez, seja a duração curta, que obriga o roteiro a ter alguma pressa em tratar de certos assuntos. A forma como o personagem principal conhece a mocinha e se apaixona por ela, por exemplo, acontece em pouquíssimas cenas, parecendo um pouco rápido e “mágico” demais. Por outro lado, isso acaba se tornando outro dos méritos do filme, ao permitir que o roteiro se foque mais nos esforços dele para conquistar seu par, fugindo do lugar comum do gênero de se focar no ponto de vista feminino; no fim, portanto, o saldo pende muito mais para o lado positivo do que o negativo.

Enfim, Como se Fosse a Primeira Vez é uma comédia bem bacana e original, que consegue ser tocante sem ser enfadonha, e foge bem dos clichês do gênero. Acredito que mesmo se você for um daqueles estereótipos de marmanjão brucutu ainda pode se divertir despretensiosamente com ela em uma tarde chuvosa de sábado depois da desclassificação do time no Brasileirão, e, de quebra, ainda fingir pr’aquela estagiária gata do serviço que você pode ser o cara sensível e romântico que ela sempre diz estar procurando.

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4 Responses to “Como Se Fosse a Primeira Vez”


  1. 1 thamires 07/09/2009 às 19:27

    hm, muito bom. usei isso pro meu trabalho de escola. rs

  2. 2 Kenia Cris 17/10/2009 às 18:45

    Gostei muito do filme também. Fiz uma postagem sobre ele, está em algum lugar no meu blog, se tiver interesse em ler.

    Bj!

  3. 3 Getulio 04/07/2010 às 02:09

    Eu diria que a idéia é bem original e o resultado do filme é bem interessante. Não sou fã de filmes românticos, mas este foi uma exceção, exatamente pela originalidade do tema.


  1. 1 Meu Amor é um Vampiro « Rodapé do Horizonte Trackback em 07/12/2010 às 23:29

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