Schockrockets – Esquentando os Motores

13074Entre os meus muitos sonhos de criança, estava o de ser piloto de caça da força aérea. Acho que fiquei com essa idéia na cabeça depois que vi o primeiro filme Águia de Aço, e não exatamente sem motivo – sejamos sinceros, pilotar aviões de última geração abatendo inimigos em velocidade supersônica é muito legal! (Bom, desde que, é claro, você não esteja entre os caças abatidos…)

Mas enfim, como diria o Oasis, while we’re living, the dreams we had as children fade away. Apagam sim, mas não sem deixar marcas – e a marca de achar combates entre caças muito legais não foi apagada com o tempo. Não é à toa que gastei horas da minha infância tardia jogando After Burner no saudoso Master System, que achava a forma de caça dos valkiryes de Macross muito mais legais que a forma de robô, que ainda hoje saio logo a comprar (junto com meu irmão e meu vizinho mala) todo novo jogo da série Ace Combat que é lançado, e que já há algum tempo estou tentando convencer alguns amigos a jogar uma campanha de RPG com esse tema. E certamente foi essa marca também que despertou o meu interesse inicial quando vi nas bancas Shockrockets – Esquentando os Motores.

Claro que também pesou pra mim achar que valeria a pena o fato de ser escrito por Kurt Busiek, que é um dos grandes escritores de quadrinhos que eu conheço, apesar de ser também um dos mais discretos, responsáveis por obras-primas como Marvels e Superman: Identidade Secreta, essa última em conjunto com o mesmo Stuart Immonen que a assina a arte em Shockrockets. A história pode até ser cheia de clichês da ficção científica (a terra devastada após uma guerra com alienígenas), de histórias militares (o general ex-herói de guerra megalomaníaco como vilão) e de histórias juvenis (o garoto talentoso que recebe por sorte a chance da sua vida), mas o toque de Busiek ajuda a dar um tom diferente à história, centrando-se no desenvolvimento da personalidade dos pilotos a partir da troca de pontos de vista a cada capítulo, tudo sempre apoiado pela arte na medida de Immonen. O único ponto realmente negativo fica para o final, que deixa a história meio em aberto para uma continuação que aparentemente nunca foi feita, pelo que se entende do prefácio assinado pelo tradutor Rodrigo Salem.

De qualquer forma, Shockrockets – Esquentando os Motores é uma ótima história, fugindo um pouco dos temas chavão nas histórias em quadrinhos mais conhecidas, apesar de também não ser nenhuma obra-prima inesquecível como outros trabalhos de Busiek. Mas não deixa de ser uma recomendação – caças supersônicos sempre são legais, pôxa!

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