Prisão

Sozinho, enfraquecido, o viajante se encolhe em sua prisão. O corpo treme; o rosto se contrai em espasmos de pânico e ansiedade. A mente busca forças em sonhos do futuro, auto-promessas de liberdade e movimento, mas é inútil – tudo parece perdido; no horizonte há apenas reclusão e inanição. Mesmo o passado parece uma miragem, perdido em meio a nuvens confusas de realidade e ilusão. Talvez jamais tenha estado em qualquer outro lugar; talvez tudo o que acredita ter vivido não tenham sido mais do que devaneios inconseqüentes.

Fugir é preciso: explodir as grades, e voar! Não há para onde ir, mas não há como ficar. Planos nascem e crescem entre as horas perdidas – basta escolher um, e ser livre. Mas nenhum serve: não há guardas a serem enganados, nem barras de ferro a serem corroídas; nenhuma parede barra o caminho, nenhuma torre de vigia observa os seus passos. A pior prisão é aquela que nada faz para contê-lo.

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