A Cor da Magia

pratchettA Cor da Magia é um filme em duas partes baseado na famosa série de livros Terry Pratchett ambienatada no mundo fantástico de DiscWorld. Se você é fã da série e não ficou sabendo, no entanto, não é necessário se remoer e punir com chicotadas ajoelhado no milho – é de fato uma produção obscura, feita para a TV inglesa, e não lançada comercialmente na maior parte do mundo; eu mesmo só tive a oportunidade de assistir por ela ter sido selecionada para o V FantasPOA, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre.

Diferente de outros filmes do festival, no entanto, este não é uma daquelas bizarrices trash que só um nerd de bom humor é capaz de apreciar. Ao contrário, a produção toda é muito cuidadosa, com ares mesmo de um blockbuster; o figurino e os cenários são muito bem feitos, e o elenco conta com nomes de peso como Sean Astin (o Sam de O Senhor dos Anéis), Jeremy Irons, Tim Curry, e até Christopher Lee fazendo a voz da Morte. Apenas nos efeitos especiais parece ter sido feita alguma economia, embora muito mais na quantidade do que na qualidade – não são exatamente de última geração, mas são eficientes o bastante quando aparecem.

O enredo cobre os dois primeiros livros da série, A Cor da Magia e A Luz Fantástica. Se parece muito para um filme só, não se esqueça que se trata, na verdade, de dois, cada um com cerca de uma hora e meia de duração; a organização do festival que optou por exibi-los em conjunto, em uma maratona de mais de três horas incluindo até intervalo para lanche. A história se concentra nas aventuras de Duasflor, o primeiro turista de DiscWorld, e Rincewind, o mago de um feitiço só; no caminho, no entanto, há espaço para outros personagens icônicos da série aparecerem e brilharem, com destaque para o ótimo Cohen, o Bárbaro, o maior guerreiro de DiscWorld, e, é claro, a favorita de todos, a Grande A’Tuin, a tartaruga espacial que sustenta o mundo.

Aqui devo confessar o fato de ter lido apenas um dos livros adaptados, o primeiro, então talvez não possa falar com propriedade de todas as mudanças feitas. Pude perceber apenas algumas delas, e deduzir outras pela necessidade do filme de fechar um enredo entendível para o público; fãs que quiserem ser chatos, portanto, certamente encontrarão bastante do que reclamar. Mesmo assim, acredito que o resultado final tenha ficado satisfatório, ao menos para quem não se incomodar com isso – há alguns probleminhas aqui e ali, é claro, mas em geral é um filme muito divertido, com aquele típico humor britânico à lá Monty Python e Douglas Adams, e que rende ótimas risadas a qualquer jogador de RPG ou fã de fantasia em geral.

Fica a sugestão, então, para quem por acaso estiver passando por Porto Alegre e puder pegar a última exibição dele, no próximo domingo (dia 19/07), ou para quem quiser correr atrás dele pela net. Para estes, recomendo também procurar por Hogfather, outra adaptação da obra de Pratchett pelo mesmo diretor, que foi o grande campeão do FantasPOA no ano passado.

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2 Responses to “A Cor da Magia”


  1. 1 Clarisse 05/09/2009 às 22:07

    Cara esse filme eu vi no Fantaspoa em Porto Alegre RS
    muito bem bolado e divertido quem puder assista deve ser bem raro conseguir mas não impossivel..abraços


  1. 1 Resenha – Tokyo Gore Police – Inominattus Trackback em 30/07/2009 às 08:37

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