A Casa

Longe de tudo, no meio das montanhas, havia uma casa. Uma casa simples, com armação de madeira, paredes de pedra e telhado de palha, onde todos os dias pareciam manhãs ensolaradas de domingo, e em todas as noites a lua cheia brilhava no alto do céu estrelado. Uma casa onde uma fina fumaça saía eternamente pela chaminé, os pássaros se reuniam diariamente para realizar vôos ornamentais e cantar suaves melodias de notas perfeitamente harmônicas, e a grama insistia em manter-se sempre crescida e verdificantemente verde. Uma casa em cuja volta os arbustos estavam sempre floridos, e borboletas de asas coloridas voavam em círculos concêntricos pelo ar intoxicante de tão puro. Uma casa ao lado de uma árvore de verdes folhas, de onde pendia um pequeno balanço de madeira suspenso por cordas envelhecidas mas ainda incrivelmente firmes. Uma casa onde morava uma jovem e bela moça chamada Anabelle, de longos cabelos cacheados dourados, profundos olhos verdes brilhantes e pequenas sardas salpicando o rosto, que todo dia pela manhã abria a janela, observava a paisagem e, após um longo suspiro, pensava: que saco!

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