Um Tiro

– Um tiro? – perguntou o forasteiro.

– Um tiro. – respondeu o xerife.

– Para cada um?

– Isso.

– Certo.

Foram para fora, contaram dez passos um do outro e viraram, se encarando mutuamente. O ar parecia faíscar entre os dois, enquanto todos dentro do bar iam para fora assistir. Os segundos passavam como horas; finalmente, o forasteiro sacou a arma e atirou, acertando o chão pouco à frente do xerife, que em seguida sacou e atirou também, acertando o chão ao lado do oponente. Então atirou mais uma vez, e matou o forasteiro.

Voltou calmamente para o bar, sentou em um banco e fez um sinal para o atendente, que trouxe rapidamente um copo pequeno e uma garrafa de uísque. Serviu-se; todos o fitavam seriamente, com um olhar ao mesmo tempo assustado e incrédulo. Finalmente, um dos clientes ousou se aproximar e falar com ele.

– Você não disse que seria um só tiro para cada um?

– O duelo durou um tiro, e empatou. – o xerife respondia sem olhar, esvaziando em um gole o copo que havia servido. – Depois eu só matei ele.

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Sob um céu de blues...

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