Arton Rock Festival (parte 1)

anãoBueno, dando continuidade então aos trabalhos do 3D&T Rock Band, aquilo que em geral não costuma faltar na maioria dos materiais de 3D&T: uma adaptação para Tormenta. No caso, tudo o que você precisa para transformar o mundo de Arton em um mini-cenário musical fantástico, onde você pode ganhar Fama e dinheiro até se tornar o verdadeiro rei do rock medieval! Esta primeira parte do artigo se concentra mais nos aspectos do cenário, com algumas linhas gerais sobre a música em Arton, a história de como se desenvolveu no Reinado o rock e os estilos que deram origem a ele, e descrições básicas das principais cenas musicais artonianas. A próxima parte do artigo falará sobre os estilos musicais em Arton, magia e objetos mágicos em 3D&T Rock Band, e trará também alguns feitiços e técnicas musicais novas próprias para campanhas musicais fantásticas.

Música Fantástica Como em qualquer mundo, também em Arton a música faz parte do cotidiano das pessoas. Ela está nos templos, em cerimônias religiosas embaladas por hinos de exaltação aos deuses; nas áreas rurais, em festas realizadas nas fazendas e pequenas propriedades, onde os trabalhadores descansam e se divertem; nas tavernas das cidades, atraindo clientes e animando as noites; e também nos grandes salões da nobreza, para públicos mais abastados e refinados. De maneira geral, podemos tratar cada um destes ambientes como um universo musical à parte, com características próprias, que interagem e se relacionam de diversas maneiras. Para a religião, a música é um elemento importante em praticamente todas crenças. É comum que cerimônias religiosas sejam embaladas por hinos que exaltem seus deuses, e a maioria dos templos conta com pelo menos um organista e um pequeno coral de cantores. As igrejas artonianas são muitas vezes responsáveis pela própria formação dos músicos, através de conservatórios dirigidos por clérigos e sacerdotes, onde jovens de diversas origens aprendem os fundamentos da melodia e da harmonia. Muitos artistas que ficaram famosos como bardos errantes, se apresentando em festas e estalagens, começaram dessa forma, tocando hinos religiosos em templos, antes de abandonarem a ordem para viajar pelo mundo. Nas áreas rurais, a música é predominantemente amadora. Quem a pratica, em geral, são os próprios trabalhadores, que tocam de maneira simples um ou outro instrumento, e animam as festas e reuniões realizadas em feriados e outros momentos de descanso. Algumas vezes somam-se a eles músicos errantes, que ganham a vida vagando de região em região, tocando em troca de comida e um lugar para dormir; costumam fazer parte deste grupo um bom número de bardos aventureiros, que aproveitam as suas habilidades artísticas para sobreviver entre uma aventura e outra. Algumas vezes, no entanto, eles podem vistos com alguma desconfiança pela população rural, temendo os problemas que podem vir com os forasteiros. Também nas cidades estes artistas errantes encontram um bom público, realizando longas temporadas de apresentações. Algumas vezes, ainda, algum trabalhador rural se cansa da vida no campo, ou é obrigado a sair de lá devido a alguma catástrofe natural, desde uma colheita ruim até o ataque de um dragão; quando isso acontece, ele pode decidir tentar a vida na cidade grande, buscando fama e fortuna através da música. A música urbana é bem mais diversificada que a rural, embora seja muitas vezes derivada dela. O seu palco tradicional são as tavernas e estalagens, onde é comum que os donos concedam estadia gratuita, incluindo alimentação, para músicos e outros artistas que se apresentem para atrair clientes. Não é incomum também ver músicos se apresentando nas ruas, em especial nas feiras e áreas comerciais, seja para conseguir esmolas ou apenas divulgar o seu trabalho, anunciando aos transeuntes o nome da estalagem onde se apresentará à noite. Em Arton, esta é a principal forma de publicidade à disposição de um artista, especialmente no começo da carreira; não existe rádio, televisão ou outros meios de comunicação de massas, e os meios impressos, como a Gazeta do Reinado, são bastante restritos, divulgando apenas os nomes mais conhecidos e aclamados, ou que paguem um bom preço pelo espaço utilizado. Pela mesma razão, são poucos aqueles capazes de anunciar suas apresentações em cartazes, o que, em alguns lugares, pode ainda ser considerado um crime contra a propriedade pública. Tendo uma concentração muito maior de população, é normal também que, nas cidades, haja espaço para uma quantidade maior de artistas apresentarem seus trabalhos, e que alguns deles sejam mesmo capazes de viver apenas da arte que praticam. Em especial nas cidades maiores, como Valkaria ou Altrim, há sempre dezenas de estalagens onde é possível se apresentar, e um artista famoso pode impor condições para escolher uma delas em detrimento de outra, como algum tipo de pagamento ou privilégio. É nelas, principalmente, que surgem os grandes astros da música, aqueles cuja fama atravessa o Reinado e os nomes se tornam lendas comparáveis aos dos grandes heróis aventureiros, inspirando gerações de jovens a seguir o mesmo caminho. E é assim também que um artista pode começar por baixo, com apresentações em tavernas sujas e mal freqüentadas, e ascender até os grandes salões de luxo da nobreza, onde será ouvido pelos grandes nomes que mudam os rumos do mundo, além de receber pequenas fortunas como cachê a cada apresentação. Entre a nobreza, a música é encarada com muito mais requinte e refinamento. As elites, de maneira geral, desprezam a música simples das classes mais baixas, que visam apenas a dança e a diversão. É preciso muito mais para conquistá-los: composições complexas, arranjos eruditos cuidadosamente construídos, melodias sinuosas com mudanças de ritmo inesperadas; ela deve penetrar fundo na alma e ativar os sentidos mais ocultos de fruição estética, ou pelo menos criar um ambiente adequado aos romances e jogos de intriga das cortes. Mesmo os seus bailes são embalados por músicas refinadas, próprias para danças complexas cujos passos os jovens devem aprender desde cedo com tutores próprios. E são justamente esses jovens que, cansados do elitismo e requinte a que são submetidos, freqüentemente atravessam as fronteiras entre os dois mundos, e buscam a música mais alegre e espontânea das classes baixas, para o desgosto dos mais velhos. São eles que elevam artistas simplórios das periferias ao status de gênios, e os levam aos salões de luxo para realizar apresentações milionárias; e que não poucas vezes também os abandonam por completo logo que o interesse em torno do seu nome se esgota. A maioria dos instrumentos musicais utilizados em Arton são ainda medievais. Há alaúdes e bandolins no lugar de violões; flautas e instrumentos de sopro são populares, bem como a viola e outros instrumentos de arco; e há alguns instrumentos de teclas arcaicos, como o clavicórdio e, nos templos, o órgão. Nas áreas habitadas por goblins, é possível encontrar alguns instrumentos mais avançados, frutos da sua engenharia peculiar, como versões primitivas do contrabaixo e do piano. Não são comuns, no entanto, amplificadores – há feitiços e instrumentos mágicos capazes de aumentar o som que produzem, mas são raros; poucos podem dispor desses recursos, e a maioria dos músicos ainda depende da sua habilidade em usar a acústica do local a seu favor. Há também as diversas complicações e aspectos fantásticos próprios de Arton. A presença de magia, por exemplo, traz uma série de conseqüências – desde instrumentos encantados, capazes de melhorar a performance de um artista medíocre, até feitiços de luz e som que adicionam efeitos especiais às apresentações. Mais de uma história existe a respeito de bardos que, sob a aparência de simples músicos errantes, lançaram encantamentos malignos sobre cidades inteiras. E, se os músicos têm esse acréscimo em poder, também o têm os perigos a que estão sujeitos: não são poucas também as histórias sobre a fúria de aprendizes de feiticeira com o coração partido, bem como de grupos musicais que desapareceram por anos até serem encontrados por aventureiros em meio ao tesouro de um dragão, onde eram guardados como itens valiosos da coleção. É importante destacar ainda que, em Arton, a principal forma de se obter fama e fortuna através da música é com apresentações. Sendo um mundo predominantemente medieval, não há uma tecnologia amplamente difundida de reprodução sonora; alguns engenhos goblins são capazes disso, bem como uma boa variedade de itens mágicos, mas o acesso a eles é restrito, de forma que são poucos os que os utilizam. Isso inviabiliza que haja uma grande indústria fonográfica para comercializar as músicas, e tende a dificultar a vida de artistas iniciantes. Por isso, em campanhas musicais ambientadas em Arton, devem ser ignoraradas as regras para gravação de discos descritas no netbook. Da mesma forma, a mobilidade dos músicos tamém tende a ser bastante reduzida. Viajar longas distâncias, como entre um reino e outro, é difícil e custoso, e um grupo musical na maioria das vezes tem a sua base de fãs e maior parte das apresentações concentradas em uma única cidade e arredores. Apenas alguns deles, se apresentando em grandes centros como Valkaria ou Vectora, são capazes de conseguir fama internacional, e menos ainda são os que têm apresentações requisitadas em regiões muito distantes entre si.

E o rock? Eu quero é rock, porra! Se há uma expressão que possa resumir a formação do Reinado, é choque de culturas. De um lado, temos uma vasta população exilada, obrigada a explorar e se estabelecer em uma terra estranha; do outro, as próprias populações originais desta terra, expulsas ou subjugadas por povos estrangeiros. Some-se ainda outros grupos incorporados ao longo dos séculos, sejam de exilados de outras terras ou nativos originais – elfos, halflings, minotauros, tamuranianos. É natural, assim, que suas culturas entrem em contato constantemente, e acabem interagindo e se misturando de diversas formas, entre elas, a música. Em um primeiro momento, foram os povos conquistados que realizaram essa fusão – foram eles que absorveram a nova cultura da maneira mais violenta, obrigados a se adaptar e misturar a costumes estranhos para sobreviverem, quando não eram simplesmente dizimados no processo. Se estabelecendo nas periferias das novas cidades e propriedades rurais, onde passaram a se empregar como trabalhadores braçais, entraram em contato com a tradição musical do sul através de ordens religiosas e músicos errantes, e aos poucos incorporaram elementos dela na sua própria cultura musical. Assim se formaram os primeiros estilos musicais mestiços, à medida que a miscigenação entre os povos se intensificava. Foi dessa forma que se desenvolveu, na periferia de Valkaria, as formas primitivas do blues e do jazz. Eram então músicas populares, tocadas nas festas e bailes das regiões mais pobres, onde os trabalhadores braçais das camadas baixas se divertiam e relaxavam ao fim de cada dia. A nobreza e as camadas médias da população em geral as ignoravam, embora também houvesse entre eles entusiastas dos novos ritmos. Alguns nomes que ficaram famosos nesses primeiros anos incluem o goblin Duke e sua banda, os primeiros a saírem de Valkaria e realizarem apresentações em outras cidades de Deheon, e Bess, a Imperatriz, como ficou conhecida, uma cantora meio-orc cuja voz potente encontrou admiradores mesmo entre os membros da nobreza, chegando a realizar apresentações no Palácio Imperial, assistida pelo Imperador-Rei em pessoa. Apesar do desgosto das classes mais altas, muitos dos seus jovens, cansados da música insossa e os bailes entediantes que eram obrigados a ouvir e freqüentar, também se interessavam por essa música mais animada e espontânea. Isso era especialmente comum entre as camadas médias, como os filhos de mercadores e pequenos comerciantes, para o escândalo dos seus pais; não demorou para que eles mesmos começassem a formar grupos musicais, misturando novamente o blues e o jazz com outros estilos populares entre eles. Foi assim que surgiu o rock artoniano. O pioneiro do estilo foi Presley, o Elfo, que, apesar do nome artístico, era na verdade um meio-elfo. Com uma voz grossa e passos de dança provocantes, somados à aparência atraente dos seus traços élficos, logo conquistou o público jovem. Apesar do sucesso, no entanto, sua trajetória foi bastante controversa, com pelo menos um grande mistério – após conquistar fama incomparável em todo o Reinado, tendo apresentações requisitadas por estalagens de Sambúrdia até Tapista, se mudou para Vectora, onde adotou um estilo de vida extravagante e recluso, repleto de manias esquisitas; por fim, simplesmente desapareceu, em condições até hoje pouco esclarecidas. Mas já então haviam outros artistas consagrados, de Chuck, o bardo errante, um descendente de bárbaros que viajava com o seu alaúde e realizava apresentações com qualquer banda que estivesse disponível nas cidades onde chegava; até o Pequeno Rico, um raro halfling de pele negra, conhecido pelas suas técnicas impressionantes no clavicórdio. Os principais deles foram adotados por grupos de mercadores, que assumiram a tarefa de agendar e empresariar as apresentações; logo já saíam em excursões por toda Deheon, e em alguns casos mesmo além, chegando a diversos pontos do Reinado. Jovens de reinos como Collen e Hershey não queriam perder a última moda da capital, e mesmo em regiões normalmente avessas a influências estrangeiras, como Tapista e Yuden, não eram poucos os que se rendiam à energia e animação dos novos ritmos. Não demorou para que os outros reinos também começassem a ter seus próprios grupos musicais, alguns simples cópias baratas dos grandes nomes de Valkaria, outros mais originais e bem-sucedidos. Um lugar onde isso aconteceu de forma especialmente produtiva foi Petrynia: chegando ao reino das histórias fantásticas, o rock se espalhou pelas principais cidades, e foi assimilado e absorvido pelos jovens bardos da região; muitos bons grupos se formaram em Altrim e Fauchard, e logo dominaram a cena local. Hoje, o rock é conhecido em praticamente todo o Reinado. Misturando-se com ritmos locais, surgiram diversos gêneros e subgêneros; há até mesmo aqueles que o tocam com uma abordagem mais erudita e refinada, utilizando as técnicas do estilo em longas e complexas sinfonias, conseguindo ser aceito mesmo nos mais exigentes salões de espetáculos para a nobreza.

Cenas Musicais Se o rock é conhecido em quase todo o Reinado, ele não costuma ser exatamente o mesmo em todos os lugares. Adaptando-se a populações diferentes, com gostos diferentes, e por vezes até biologias diferentes, o estilo deu origem a uma míriade de cenas particulares com características únicas. As principais cenas do rock artoniano, assim, são descritas a seguir.

Valkaria. A capital do Reinado ainda é a principal cena musical de Arton. O doce lar Valkaria, como é chamado em muitas canções, é visto pelos bardos e grupos musicais de outros reinos como uma espécie de terra prometida, repleta de glamour e oportunidades, onde todos podem brilhar se forem talentosos o suficiente. São muitos os que largam suas vidas em outras cidades e rumam para lá, sonhando com a fama e o sucesso. A realidade, no entanto, é bem mais dura. Com uma grande quantidade de artistas entre os quais escolher, os donos de estalagens podem impor suas próprias condições às apresentações, reduzindo os cachês de músicos iniciantes e pouco conhecidos. Muitos empresários também se aproveitam da origem simples de alguns artistas, vindos das áreas rurais periféricas à cidade, e os enganam com promessas de fortuna enquanto guardam para si a maior parte dos ganhos. E há ainda as máfias e irmandades criminosas – em algumas estalagens, um bardo simplesmente não consegue tocar sem a aprovação de uma delas. Por outro lado, para os que conseguem ter sucesso e brilhar apesar das dificuldades, Valkaria pode ser realmente uma terra de riquezas e privilégios. Os salões e festas da nobreza costumam ser de fato repletos de luxo e glamour, e tocar em um deles apenas uma vez pode ser o bastante para uma aposentadoria tranqüila de alguém com necessidades mais simples. Além disso, pelo fato de ser a capital do Reinado, Valkaria muitas vezes dita a moda para reinos menores, fazendo com que um músico famoso por lá se torne conhecido em todo o Reinado através de caravanas de comerciantes, enviados políticos e mesmo bardos errantes que ouvem uma música de que gostam e a tocam em outras regiões. Por fim, para aqueles com objetivos políticos maiores, é o lugar para onde ir – um músico bem-sucedido pode ser ouvido por representantes de diversos reinos, talvez até pelo próprio Imperador-Rei, e suas idéias terão um impacto maior se conseguirem um grande número de adeptos na capital. Entre os músicos de sucesso na capital nos últimos anos, destaca-se o Rei Beebee, um velho meio-orc bastante conhecido nas tavernas da cidade, que toca um alaúde mágico inteligente chamado Lucil; o quarteto de goblins punks Os Ramóns; e Marlanmanns, um polêmico bardo elfo com um visual macabro, repleto de alterações corporais como brincos e tatuagens, que canta músicas pesadas exaltando deuses considerados malignos, como Megalokk, Ragnar, e até mesmo a Tormenta.

Academia Arcana. A principal escola de magia de Arton possui uma cena musical à parte dentro de Valkaria. Freqüentada por alunos de todas as raças, vindos de diversas regiões, e muitas vezes até de outros mundos, é normal que se forme por lá um verdadeiro caldeirão musical, com todo tipo de fusão de ritmos. Bandas de alunos surgem e acabam com freqüência, à medida que os membros se formam e novos músicos se matriculam a cada ano. Misturando suas habilidades artísticas com conhecimentos arcanos, também é comum encontrar bandas dadas a experimentalismos diversos, desde distorções mágicas de notas até instrumentos únicos repletos de funcionalidades e timbres exóticos. Geralmente as bandas da Academia tocam em festas organizadas por alunos. Em feriados e fins de semana, também não é incomum encontrar algumas delas tocando em estalagens de Valkaria, e há até aquelas que se tornam razoavelmente conhecidas na capital após o fim do curso, seguindo na carreira musical. E uma vez por ano ocorre o Festival de Música da Academia, quando diversas bandas de alunos se apresentam para os colegas e um corpo de jurados, e cujo prêmio geralmente inclui uma apresentação em um grande salão de Valkaria, para uma platéia de nobres e outros privilegiados. Das bandas que se destacaram na Academia nos últimos anos, temos, entre outras, os Engenhoqueiros de Khubar, liderados pelo cantor elfo Hugo Gess’ner; a banda punk Kobolds da Masmorra; e As Nieles, um grupo formado apenas por mulheres de diversas raças.

Nitamu-ra. O bairro tamuraniano é outro que possui características peculiares dentro da capital do Reinado. Suas bandas são conhecidas por caprichar no lado visual, com cabelos coloridos e roupas típicas re-imaginadas, e por combinarem instrumentos típicos com os ocidentais para criar um som único e diferente. Entre suas bandas mais conhecidas estão a cantora Maki, conhecida pela sua voz poderosa, além do grupo X Tamu-ra, que homenageia a sua terra natal com um som pesado e épico.

Vectora. A cidade voadora também tem a sua cena musical particular. As apresentações, geralmente, servem para atrair pessoas para as lojas durante a passagem por algumas cidades, e costumam ser patrocinadas pelos próprios comerciantes. Quando ela está em algum dos grandes centros do Reinado, como Valkaria ou Sambúrdia, certos artistas chegam a se apresentar quase diariamente; durante os períodos de viagens, ou em paradas menores, as apresentações são mais esparsas, mas ainda ocorrem regularmente, para entreter a população fixa. Se Valkaria tem a fama de cidade da música e das oportunidades, na prática é em Vectora onde isso é mais próximo de uma realidade. Artistas locais geralmente são convidados a fazer apresentações pequenas em cada parada; no entanto, os grandes astros são os grupos residentes na cidade, que viajam com ela durante o ano, e os principais entre eles são mesmo capazes de manter um estilo de vida de luxo e privilégios. Além disso, viajando constantemente por diversos reinos, é mais fácil para músicos de Vectora ganharem fama em regiões diferentes, se tornando estrelas internacionais. Mas conseguir um patrocínio deste nível não é fácil – apenas artistas que já sejam bastante conhecidos, ou que impressionem especialmente a algum comerciante influente, são convidados a permanecer na cidade; outros podem tentar começar por baixo, se estabelecendo nela e oferecendo seus serviços em estalagens menores, mas pode ser difícil conseguir espaço com a concorrência dos astros consagrados. Entre os músicos de destaque em Vectora nos últimos anos, temos o elfo Elric Clay, sobrevivente de Lenórien que adotou o blues como estilo de vida, e é chamado por muitos fãs de o Deus Menor do Alaúde; os Galla’gh, dois irmãos petrynianos que vivem brigando um com o outro, mas fazem bastante sucesso quando põem as diferenças de lado e resolvem tocar juntos; e os Village Halflings, um grupo de bardos halflings que cantam músicas dançantes e se apresentam fantasiados como heróis aventureiros.

Petrynia. O reino das histórias fantásticas possui um cenário musical peculiar. Em poucos lugares o rock foi tão bem absorvido e adaptado à cultura local, dando origem a grupos bastante criativos e originais; a maioria dos grupos fixos que hoje toca em Vectora, por exemplo, é formado por bardos petrynianos, e mesmo em Valkaria há um bom número de artistas de sucesso que nasceram e começaram suas carreiras no reino, antes de se mudarem para a capital. Muitos fãs inclusive já olham para as bandas locais com certa expectativa, imaginando qual será a próxima a estourar internacionalmente. De maneira geral, pode-se dividir o rock petryniano em duas vertentes principais: a de Altrim e a de Fauchard. As duas cidades possuem cenas rivais, embora as características gerais sejam bastante parecidas; suas bandas freqüentemente entram em conflito nos festivais de que participam, e os fãs de uma geralmente não suportam a música da outra. Alguns músicos de sucesso recente em Petrynia incluem Oingo Boingo, um bardo e clérigo de Nimb conhecido por seus experimentos musicais bizarros; os Libertinos, um grupo de jovens bardos de Altrim conhecidos não só pela música, mas também pelas confusões e excessos no consumo de achbuld;  e os Reis da Era de Megalokk, uma banda de Fauchard formada por ex-alunos da Academia Arcana, conhecida pelos experimentos com distorções mágicas de sons, e que possui uma boa quantidade de fãs entre os entusiastas do estilo em alguns dos reinos vizinhos.

Outras Cenas. Existem, é claro, dezenas de outras cenas musicais ao redor de Arton, cada uma com características próprias. Em Tapista, por exemplo, apesar do orgulho dos minotauros, o rock conseguiu penetrar em alguns círculos, e há uma cena de grupos independentes bastante atuante. Bandas de Sckar Shantallas são conhecidas pelo estilo mais pesado, com músicas épicas exaltando a figura do regente. Já em Doherimm o rock não é muito apreciado, mas o reino é conhecido pelos seus clubes de jazz, onde algumas vezes artistas de Valkaria são convidados a se apresentar, uma honra e tanto considerando a xeonofobia típica dos anões. Mesmo nas áreas de Tormenta há música, repleta de cacofonias e sons improcessáveis pelo ouvido artoniano, capazes de causar loucura com uma única audição. De qualquer forma, as principais cenas musicais artonianas são as descritas acima, e fica a cargo do mestre detalhar melhor as de outras regiões.

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