Epifania (3)

E de repente, entendeu: cada átomo do mundo estava em seu lugar, e tudo era majestosamente simples como o vôo de um mosquito na parede. Cada milímetro que se movia era como se ordenasse o mundo um pouco mais, tornando-o uma massa entendível e suportável; não havia enigma que não pudesse ser solucionado, nem mistério que não pudesse ser compreendido – o sentido de tudo era claro, e podia se deliciar com o seu conhecimento. Mas logo o perdeu, no instante em que pousou na sua mão a razão daquela inestimável iluminação, e a outra não tardou em se mover por reflexo para esmagá-la assim que sentiu a leve picada da sua alimentação.

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1 Response to “Epifania (3)”


  1. 1 Willy Barp 07/10/2009 às 18:00

    Seja a verdade sempre o escuro!
    Ficou mto bom isso.
    =D
    Abraço!


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