O Olho

Um furacão chegou à cidade de Porto Esperanza, destruindo tudo por onde passava. Casas, carros, placas, prédios: nada ficava de pé ante a terrível fúria da natureza. A cada dia que avançava, as pessoas se desesperavam, se fechando em suas casas e rezando para todos os deuses que conheciam para que fossem fortes o suficientes.

O que não impediu o furacão de seguir sua jornada desde o mar até o escritório do Dr. Jones, onde, para surpresa de todos, parou de se mover. Dr. Jones, oftamologista, estava lá quando aconteceu – e podia ver da janela o olho do furacão, parado enquanto tudo em volta se movia com violência. Ele olhou curioso para aquela imagem, observando-a por vários minutos; pouco depois, pegou um de seus equipamentos e a examinou. Rabiscou alguma coisa em um papel e se dirigiu para abrir a janela – sob os protestos da sua secretária, que por pouco não foi tragada pela ventania.

Segurando-se para não ser levado pelo vento, Dr. Jones soltou o papel ao ar, que voou até parar pouco à frente do centro do olho. Alguns instantes depois, o furacão se curvou em agradecimento e foi embora, se dirigindo para onde poderia comprar um par de óculos com a receita entregue pelo doutor.

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Sob um céu de blues...

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