Um Belo Dia

Acordou e olhou pela janela, observando os cogumelos rosados que cresciam vigorosamente pelo cordão da calçada de tijolos de amnésia. As borboletas voavam alegres, fazendo aquele cha-cha-cha que faziam enquanto recolhiam as pétalas de nuvens caídas nas ruas da noite que acabava. Passava pela frente da casa um pequeno córrego de leite azedo, onde nadavam emes e erres de flores berrantes que a todos avisavam do sol que levantava e bocejava, e o jardineiro já passava para regar o dia que brotava de todos os lugares. E baram-baram-baram – logo passavam carros e cavalos, irritantes, virando nas esquinas e deixando para trás o som de formigas repentistas, enquanto o mundo era tomado pelas moças de verde e preto e branco e laranja e púrpura-azulado que nasciam do chão e do chão seguiam para o outro lado.

Era mesmo um belo dia esse em que ele acordava… Fechou os olhos, virou-se para o lado, e decidiu esperar pelo próximo.

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Sob um céu de blues...

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