Lado B

Ainda se lembrava de quando, aos 25 anos, colocou o disco na vitrola e a música começou a tocar. Ouviu os primeiros minutos de pé, os olhos fechados, a mão a balançando no ritmo da bateria, a cabeça acompanhando os solos de guitarra, piano e saxofone. Que expressividade! Que precisão! Que harmonia! Decidiu sentar no sofá, ao lado do som, e fitar o vazio enquanto ouvia com calma e atenção cada nuance do arranjo, cada acorde dissonante, cada virada precussiva por que passava.

Aos 75 anos, levantou. Era hora de trocar o lado do disco e ouvir a outra metade da música.

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Sob um céu de blues...

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@bschlatter

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  • Eu já não sou um cara muito pró-ativo por natureza, além de raramente me achar à altura de um debate. Aí acaba com o resto do meu ânimo. 3 hours ago
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