A Solidão e O Silêncio

Descansava o viajante encostado em uma árvore de pensamentos, observando os frutos-devaneios podres serem devorados por vermes amnésicos. Estava outra vez sozinho, desde quando ousava se lembrar; tantas vezes estivera assim que já era a rotina a que anseava entre os curtos surtos de companhia. Um a um partiram os companheiros temporários, os colegas de pretensões, e mesmo os sentimentos solitários que já não vinham mais atormentá-lo – fora abandonado pela própria solidão.

Suspirou e tentou murmurar alguma coisa, quaisquer palavras que ao menos o acompanhassem por alguns instantes. Nada: também o som o havia deixado, indo em busca de outra boca por onde sair. Levantou, e voltou a caminhar; decidiu aproveitar enquanto também a imagem daquele bosque de divagações não o abandonasse, partindo atrás de um explorador mais interessante para confundir.

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