Apenas Um Peregrino

Apenas Um Peregrino é uma série criada por Garth Ennis, mais conhecido pela sua obra-prima Preacher, apesar de eu pessoalmente achar essa aqui muito mais legal. Retrata um mundo pós-apocalíptico, após o sol esfriar e aumentar de tamanho, engolindo Mercúrio e Vênus e se aproximando perigosamente da Terra, que se tornou incrivelmente árida e desértica, com oceanos evaporando e terras antigamente férteis desaparecendo. Nesse mundo vive o Peregrino, um andarilho com uma queimadura no rosto em forma de cruz, que, com um rifle na mão, ajuda refugiados desta terra desolada entre uma citação genérica da bíblia e outra.

Quem conhece Preacher ou qualquer outro trabalho de Ennis já sabe bem o que esperar: muita ação, violência e bizarria, rechados de um humor negro, cínico e crítico, do tipo que freqüentemente nos faz pensar porra, eu não acredito que ele fez isso mesmo! Para quem gosta desses elementos – e eu me apresso em me incluir neste grupo – é um prato cheio; há grandes combates épicos, frases de efeito, passagens grotescas, personagens marcantes – a começar pelo próprio Peregrino, com seu jeitão de Clint Eastwood, uma história cruel e chocante revelada em detalhes no primeiro volume, e táticas cínicas e niilistas de alcançar seus objetivos. Tudo muito bem apoiado pela arte de Carlos Ezquerra, que constrói de forma perfeita o ambiente de faroeste pós-apocalíptico, com vastas regiões desoladas e ruínas ameaçadoras.

O segundo volume, intitulado O Jardim do Éden, também já foi lançado por aqui. É legal também, adicionando zumbis à mistureba toda e com um final um pouco mais definitivo. No entanto, o roteiro, apesar do final-surpresa, é um pouco repetitivo para quem já leu a primeira história, seguindo exatamente os mesmos passos de desenvolvimento e evolução. Mas é uma ótima HQ mesmo assim, especialmente em conjunto com a primeira, ainda que possa ser lido de forma independente, apesar de eu recomendar começar pelo primeiro volume mesmo para quem quiser conhecer o personagem.

De qualquer forma, os dois volumes reunidos formam uma uma ótima obra, com um ótimo cenário e personagens. Constantemente me vejo com vontade de ler as histórias de novo, e elas sempre me deixam com vontade de jogar RPG.

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