Wild ARMs 4

Wild ARMs 4 é o quarto jogo da série Wild ARMs de RPGs eletrônicos sobre armas de fogo em mundos fantásticos. Ele trás o jogador ao mundo de Filgaia, onde ele vai se envolver com um grande mal que o ameaça e toda aquela coisa de sempre.

O sistema normal de jogo não tem nenhuma novidade pra quem já conhece os outros jogos da série. Há aquela coisa toda de viajar de cidade em cidade típica dos RPGs eletrônicos, dungeons infestadas de encontros aleatórios e tudo mais; adicione-se, no entanto, elementos de jogos de plataformas – como um botão de pulo para atingir certas partes do cenário -, e o uso de Tools, que são ferramentas com comandos especiais necessários para resolver alguns quebra-cabeças. Tudo como nas edições anteriores, exceto pela adição do comando Accelerator, que permite fazer o tempo em volta do personagem desacelerar por alguns momentos, à lá bullet time, permitindo coisas como correr por uma ponte de pedra enquanto ela desmorona.

Na parte de combates temos algumas novidades mais interessantes, especialmente o sistema de hexes, em que o campo do combate é dividido em sete hexágonos pelas quais os personagens e monstros se movimentam e executam suas ações. Todas as ações sempre agem em um desses hexágonos por completo – por exemplo, atacando todos os inimigos que estão nele, ou curando todos os aliados com o item usado, etc. É um sistema criativo para um RPG tradicional, que dá uma dinâminca diferente para as batalhas com a adição de táticas movimentação e posicionamento, sem se tornar tão complexo ou cansativo quanto um RPG estratégico. Algumas batalhas contra chefes, em especial, fazem um uso bem criativo desse sistema, forçando-o a cercá-los ou se movimentar por todo o campo para derrotá-los.

Já sobre a história do jogo, não há muito o que dizer. Ela não chega a ser ruim, é até bem interessante, lidando de forma bastante séria com temas como política, religião, ciência e guerra; mas simplesmente chega um momento em que adolescentes ingênuos salvando o mundo de ameaças cósmicas-sobrenaturais deixa de fazer muito sentido. Mas vá lá, para um garoto de 13 anos que nunca tenha jogado um Final Fantasy, ainda pode ser a história da vida dele.

O que não quer dizer que não tenha alguns méritos interessantes, claro. Ela consegue criar um clima de anime bem legal para o jogo, com direito até a abertura em animação que se repete cada vez que se carrega um jogo salvo (mas também pode-se cortá-la quando começar a enjoar, claro). Junto com um universo original – uma espécie de fantasia contemporânea, com aventureiros-errantes vestindo jeans e jaquetas enquanto lidam com magia e monstros fantásticos – e personagens cheio de estilo e personalidade, pode-se dizer que o apelo estético da história é realmente bem legal, tornando um pouco mais interessante um roteiro que de outra forma seria apenas mais um entre muitos.

No fim das contas, Wild ARMs 4 é um jogo bacana, que traz algumas idéias novas que podem interessar quem gosta de RPGs de videogame, além de ter apelo junto aos fãs de animes e ser simples e divertido o bastante pra quem não costuma jogar muitos jogos do estilo. O que falta mesmo é aquele elemento realmente especial que o torne mais do que só um jogo legal, e seja realmente uma recomendação.

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1 Response to “Wild ARMs 4”


  1. 1 Mark Klein 11/07/2010 às 22:34

    Realmente um bom jogo, mas sou supeito afinal sou fã da série. 😀

    O Hexes foram tão bem aceitos que faz presença no Wild Arms 5.

    Ah… isso me lembra que devo uma adaptação de WA pra 3D&T…


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