Arquivo para agosto \30\UTC 2011

3D&T Coffee Break

Falemos então da poção mágica mais popular em tempos modernos, que confere energia e força para longos períodos de trabalho, e é considerada por muitos como imprescindível para o melhor funcionamento da sociedade ocidental: o café. Qual a sua origem? Onde ele foi descoberto e consumido pela primeira vez? E, talvez o mais importante, quais os benefícios que uma xícara de café pode conceder a um personagem de 3D&T?

Um Pouco de História
Acredita-se que o grão de café tenha origem nas terras altas da atual Etiópia, e que os seus descobridores sejam os ancestrais da atual etnia Oromo. Uma lenda conta que um pastor do século IX chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro, e, ao experimentá-los, sentiu também uma maior vivacidade e energia. Contou então a um monge local sobre o fato, que começou a utilizar uma infusão dos frutos para resistir ao sono enquanto orava.

Daí o café se expandiu para o Egito e a Europa, e já no século XVI o café era utilizado no oriente médio, tendo sido torrado, como é feito hoje, pela primeira vez na região da Pérsia (atual Irã). O nome café vem do árabe kahwah ou cahue, derivado de qah’wa, que significa vinho – o café era chamado por eles de qah’wa al-bun, algo como o vinho do grão, o que demonstra bem a importância que possuía.

Você pode utilizar detalhes desta história como inspiração se quiser incluir o café em cenários de fantasia, como Tormenta. Normalmente se associa as culturas africanas aos povos bárbaros que habitavam Arton antes da chegada dos exilados do sul; talvez ele tenha sido descoberto por eles, então, sendo um cultivo comum em reinos como a União Púrpura ou Khubar. Alternativamente, pode ter sido descoberto também pelas tribos da Grande Savana, de onde o seu consumo se difundiu para os Sar-Allan do Deserto da Perdição, entre os quais é uma bebida muito apreciada pelos sábios e intelectuais.

Benefícios do Café
Cada dose de café custa 1 PE. Uma dose não é igual a uma xícara – para fins práticos, vamos dizer que é o equivalente ao café que se consome durante uma hora de uma atividade qualquer. Tomá-la, assim, garante a você durante esse período um bônus de +3 em qualquer teste que envolva evitar o sono ou a fadiga, como os relacionados a privações (ver o Manual 3D&T Alpha, pg. 1d+69), e mesmo magias como Sono e outras.

Você também pode ter uma overdose de cafeína, consumindo, de uma só vez, o equivalente a cinco doses. Fazer isso coloca você em um estado de hiperatividade intensa, em que você recebe um bônus de +1 em todas as suas Características durante uma hora. Após esse período, no entanto, você sofrerá os efeitos de toda a fadiga acumulada, recebendo um redutor de -1 em todas as suas Características durante mais uma hora. Se voltar a ter uma overdose de café durante esse tempo, os redutores no final se acumulam.

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Jurassic Park IV

velociraptorTivemos sorte, e conseguimos fazer o helicóptero funcionar e usá-lo para fugir da cidade. A infestação havia tomado proporções incontroláveis; não havia mais esperança para os que ficaram para trás. Sobrevoamos as ruínas que restaram da civilização e seguimos em direção ao oceano, cruzando quilômetros de água e ondas. Não tínhamos muito combustível, no entanto, e tive que escolher uma ilha próxima à costa onde poderíamos pousar.

Foi um pouso complicado. O terreno era irregular, e não havia como evitar choques e algum dano aos passageiros. Tive que pilotar no limite da minha capacidade para reduzi-los ao mínimo possível, e garantir ao menos que todos saíssem vivos. Descemos – talvez caímos fosse mais próximo de como aconteceu – em uma espécie de clareira em uma floresta. Saímos todos do veículo e corremos para longe, ajudando os que estavam mais feridos a andar com velocidade. Entramos em meio às árvores pouco antes de ouvir o helicóptero explodir.

Apenas então nos demos o luxo de parar para descansar e recuperar o fôlego. Foi quando percebemos o ambiente à nossa volta, coberto de ossadas e cascas de ovos chocados, ambos grandes demais para pertencerem a qualquer animal que conhecêssemos. Não muito longe vi uma cerca de arame derrubada e o que restou de uma placa de metal, e me dei conta de onde estávamos.

Já tinha ouvido histórias a respeito: uma ilha abandonada, onde, anos atrás, um milionário excêntrico utilizara de ciência avançada para montar um parque exótico, diferente de tudo que já fora feito pelo homem. Um funcionário descontente e um acidente inesperado, no entanto, o forçou a desistir dos seus planos, e deixar para trás o trabalho de uma vida inteira.

Havíamos saído de um pesadelo e ido parar em outro ainda pior.

Não tive tempo de absorver completamente a minha dedução, no entanto, pois logo ouvimos um barulho do meio das matas, e percebemos que não estávamos sozinhos.

– Velociraptors? – perguntei, de um fôlego só.

– Não. – Christine respondeu.

Ela estava certa. O cheiro de podridão os anunciava antes mesmo que entrassem no nosso campo de visão; quando o fizeram, olhamos aterrorizados para a sua carne decomposta, os pedaços das escamas se depreendendo do corpo, os vermes que saíam de suas narinas e entravam pelas cavidades vazias dos seus olhos.

Velociraptors zumbis.

Estávamos condenados.

A Dance with Dragons

A Dance with Dragons, quem não sabe fica sabendo agora, é o quinto livro da série A Song of Ice and Fire, do escritor norte-americano George R. R. Martin, a mesma que deu origem à série da HBO Game of Thrones. Nele seguimos acompanhando as intrigas e conflitos do continente medieval-fantástico de Westeros, ainda se recuperando da grande guerra que o varreu durante os livros anteriores.

Toda a história da publicação deste volume, a bem da verdade, já merecia um livro em si. Originalmente a série havia sido pensada como uma trilogia, e A Dance with Dragons seria o segundo livro – edições mais antigas de A Game of Thrones inclusive o anunciavam nas páginas finais como a continuação da história. Não demorou, no entanto, e Martin percebeu que não conseguiria contar tudo o que queria em apenas três volumes, e decidiu aumentá-los para seis, dos quais este seria o quarto. Após o lançamento de A Storm of Swords em 2000, no entanto, enquanto o escrevia, se deu conta também de que ele estava ficando grande demais, e decidiu dividi-lo em dois, publicando A Feast for Crows em 2005. Seguiram-se então seis anos de adiamentos e enrolações, e agora, em 2011, finalmente o temos em mãos.

Essa história conturbada explica muito da expectativa que havia em cima do livro, e para explicar o resto é preciso entender um pouco da sua relação com o anterior. Ao invés de uma divisão cronológica, em que um livro iria até um determinado ponto da história e o seguinte pegaria daí em diante, Martin optou por dividir os volumes espacialmente: ambos compreenderiam o mesmo espaço de tempo, mas A Feast for Crows lidaria apenas com os personagens e situações que envolvessem a região sul de Westeros, enquanto A Dance with Dragons traria os personagens do norte e de outros continentes; no fim, ele ficou também com alguns da metade sul no seu terço final, no pedaço dele em que a cronologia avança um pouco mais, para termos alguma satisfação do que houve com eles depois de tanto tempo. Isso dito, o livro anterior também  já havia sido bem devagar em termos de avanço do enredo e acontecimentos – ele tinha uma função muito mais exploratória, digamos assim, de mostrar como havia ficado o continente após o fim da guerra, e como ele estava se preparando para o inverno (que enfim estava realmente chegando). Mesmo assim, ou talvez justamente por isso, é considerado por alguns o mais bem escrito da série, repleto de passagens cativantes e discursos éticos.

Havia a expectativa, assim, de que este realmente avançasse mais a história, uma vez que os personagens que haviam ficado com ele na divisão eram aqueles com quem, em teoria, havia mais o que acontecer – em especial o Bran, o Jon, o Tyrion e a Daenerys. E isso explica também muito da decepção que o livro foi, uma vez que são justamente estes os capítulos que mais enrolam e divagam, explorando a geografia, a ambientação, a culinária e todos os demais aspectos do worldbuilding fantástico, com algum acontecimento de impacto ficando apenas lá para o final, na forma de cliffhangers muy safados (com a honrosa exceção do Bran, que tem uma participação muito curta de qualquer forma). Os que valem a leitura são muito mais os capítulos dos personagens secundários, que é onde alguma coisa de fato acontece, e onde você consegue ver alguma engrenagem se mexendo para por o enredo em movimento.

Há algumas reviravoltas um tanto gratuitas também pelo livro, em especial uma que eu considero o deus ex machina mais sacana da série até aqui (mas não vou entrar em spoilers, não se preocupem). E os personagens novos também não são tão eficientes em nos cativar como os dos livros anteriores, além de que alguns deles parecem possuir “bucha de canhão” tatuado na testa praticamente desde a primeira aparição. Por outro lado, nos capítulos que valem a leitura, há alguns momentos bastante impactantes, onde sabemos o que houve com personagens sumidos desde o segundo livro, além da punição mais catártica da série toda. Era nisso que o livro deveria ter se focado mais, acredito, e a impressão final que fica é que ele poderia ter metade das mil páginas que tem tranquilamente.

Em todo caso, achei A Dance with Dragons um tanto decepcionante, provavelmente o livro mais fraco da série. Deve-se dar o desconto, é claro, da expectativa gigantesca que havia a respeito – não há como saber se a minha opinião seria a mesma se eu o tivesse lido pouco depois de A Feast for Crows, por exemplo, e não com mais de um ano de diferença, e ainda com toda a tensão e expectativa de não saber quando ele seria lançado aí no meio. E em todo caso, é uma passagem obrigatória para os livros seguintes também (que, espero, serão melhores), e não é de todo ruim ter a oportunidade de rever personagens queridos depois de tanto tempo.

Por fim, para quem já tiver lido o livro, recomendo uma visita na resenha com spoilers protegida por senha do Leitura Escrita, onde se pode discutir ele com mais propriedade sem correr o risco de estragar a leitura dos demais.

The Wind-Up Bird Chronicle

Qualquer um com um interesse um pouco mais do que básico em literatura certamente já ouviu falar na jornada do herói. Descrita no clássico O Herói de Mil Faces, de Joseph Campbell, trata-se de uma estrutura básica que, segundo ele, estaria em todas as histórias criadas pela humanidade, de qualquer época ou civilização – desde os mitos religiosos até os filmes de Hollywood, passando por contos de fadas, clássicos da literatura, e o que mais houver aí no meio. A forma como ela foi adotada por alguns escritores e roteiristas, inclusive, tem algo de polêmica, pelo seu potencial para virar uma “receita de bolo” fácil, em que você só põe os ingredientes na ordem certa e pronto, tem um épico literário instantâneo.

Não cabe a mim fazer aqui uma crítica ou defesa da jornada em si, é claro, exceto para ressaltar que, quando feita por um cozinheiro habilidoso, que sabe como temperar e tirar o melhor de cada ingrediente, mesmo uma receita manjada ainda pode ser saborosa e única no seu resultado final. Esse é o caso de Haruki Murakami, que, em The Wind-Up Bird Chronicle, nos oferece a sua abordagem da jornada do herói temperada com bastante shoyu e teriyaki, em uma das suas formas mais puras, qual seja, a do conto de fadas.

Claro que estamos falando de um Murakami, e não de um filme Disney, então deve-se entender uma concepção bem particular de conto de fadas. O cenário é o Japão contemporâneo e globalizado, e os seus personagens e problemas iniciais também – Toru Okada, o protagonista, não é nenhum príncipe perdido, mas um mero adulto desempregado que passa seus dias bebendo cerveja e ouvindo discos de jazz na casa que divide com a esposa; e a sua jornada começa com a busca por um gato perdido, e não qualquer tipo de encontro sobrenatural. E cada ajudante místico que ele encontra pelo caminho possui uma história mais singular e única do que o anterior, muitas vezes envolvendo acontecimentos violentos e, em particular, a ocupação japonesa da região da Manchúria durante a Segunda Guerra Mundial.

Mais do que uma paródia, o que o livro faz realmente é uma releitura e ressignificação dos símbolos e arquétipos tradicionais da jornada do herói e dos contos de fadas. Você possui lá o fiel escudeiro (e tanto faz se ele é uma colegial problemática ao invés de um garoto empolgado), a princesa enfeitiçada (presa em um quarto de hotel ao invés de uma torre inalcançável) e o feiticeiro maligno (que usa terno e gravata ao invés de mantos escuros); e nada disso está fora do lugar, em um ambiente sem contexto, ou meramente para constar.

Claro, não seria um conto de fadas deixando de lado a fantasia, e isso o livro também tem de sobra. É Murakami, afinal, e, como eu já disse em outro momento, há algo na forma como ele escreve que transforma a leitura em uma espécie de sonho, onde impera a lógica do surreal e do impossível, sempre andando em cima do muro entre o realismo e a magia. A linha entre os dois lados é muito sutil, e nunca há como saber com certeza até que ponto um diálogo é só um diálogo, ou uma metáfora é só uma metáfora.

Em todo caso, The Wind-Up Bird Chronicle é um livro excelente, um épico fantástico dentro dos seus próprios termos, e que utiliza a jornada do herói de uma forma bastante singular e cativante. Talvez seja o melhor livro do autor que eu li até o momento, o que não é exatamente pouco.

Mercado

Em algum andar de um grande edifício com a fachada coberta por janelas de vidro escurecido, um grupo de homens engravatados e bem-vestidos, com ternos de linho azuis, pretos e cinzas, entrou em uma sala escura, fechando a porta atrás de si. À sua frente se erguia uma grande pilha de notas em papel-moeda: reais, dólares, euros, ienes, yuans, todos organizados em uma grande pirâmide monetária. Os homens ajoelharam-se ante ela, enquanto outro, que já estava no local, vestindo um manto acizentado com um capuz cobrindo o rosto e segurando uma tocha na mão direita, ateou fogo em um dos vértices.

O dinheiro queimou. A fumaça se espalhou pela sala, preenchendo cada canto e cada centímetro quadrado disponível, inundando e contaminando os pulmões. Logo todos sentiram a sua chegada – uma presença etérea, sem corpo, que todos apenas sabiam estar lá; um ser onisciente que se desprendeu da fumaça e foi sentido no fundo da consciência de cada um ali presente.

– Ó Grande Deus Mercado! – pronunciou um dos homens engravatados. – Diga-nos qual é o seu desejo para este trimestre!

Seguiram-se segundos do mais absoluto silêncio. Quando uma voz foi ouvida era clara e ressonante, como se viesse de todos os lugares e nenhum ao mesmo tempo. Era um Deus que lhes falava, não havia como permanecer cético.

Eu quero… – novos segundos de silêncio. – …calças longas com bordados laranjas. – e a presença divina se esvaiu aos poucos, deixando vagarosamente a consciência de cada um.

Uma luz se acendeu e a porta foi aberta. Os homens engravatados levantaram.

– Chamem o departamento de marketing. – disse o mesmo homem engravatado de antes. Acendeu um charuto e deu uma leve tragada antes de continuar. – E preparem a fogueira inquisitorial. Eles erraram de novo, e vão pagar caro por isso.

Modernidades (4)

– Não acredito! Ele deu nome ao nosso filho em homenagem a um ex! – disse a mãe aos prantos para a melhor amiga.

Uma ex, tu quis dizer, né?

– Não, um ex mesmo. – enxugou as lágrimas como pôde. – O Renato.

The Jennifer Morgue

The Jennifer Morgue é o segundo livro da série dos Laundry Files estrelada pelo Bob Howard, personagem criado pelo escritor de ficção científica Charles Stross. Para quem não sabe, o primeiro volume, The Atrocity Archives, já foi resenhado por a qui, e ela versa sobre o dia-a-dia de uma agência governamental britânica de espionagem sobrenatural – digamos assim, é mais ou menos o que você consegue quando Ian Flemming e H. P. Lovecraft fazem uma dança da fusão.

O primeiro livro, a bem da verdade, não tinha tanto da super-espionagem que tornaram o primeiro autor tão célebre – ao invés de James Bond, sua inspiração era muito mais os suspenses de Len Deighton, com sua visão mais mundana e burocrática do trabalho de um espião. The Jennifer Morgue, por outro lado, faz uma sátira/homenagem bem mais evidente ao personagem de Flemming, de uma forma que é mesmo incorporada ao enredo através de um deus ex machina bastante criativo.

Claro, ainda é um livro dos Laundry Files antes do que do James Bond, o que quer dizer que muitos elementos devem ser adaptados. Assim, não se surpreenda se encontrar guelras na Bond girl da vez, ou um milionário excêntrico que, ao invés de satélites com raios da morte, possui um plano para despertar seres antigos além da nossa compreensão. Do outro lado, todo universo burocrático da Laundry também se faz presente, de forma que o nosso herói, com sérias restrições orçamentarias, deve, por exemplo, dirigir um Smart 42 (uma espécie de versão alemã do nosso Uno Mille) ao invés de um Aston Martin.

E mais do que tudo, deve-se levar em conta que o protagonista Bob Howard é um simples técnico em informática, e não um assassino galanteador com sangue frio e licença para matar em nome da Inglaterra. Se sente mais à vontade com uma namorada fixa do que trocando de parceira a cada ato da história, é mais efetivo com os aplicativos sobrenaturais do seu smartphone do que com uma Walther P99,  e meramente pensar em perder todo o seu orçamento em um jogo de cartas é o suficiente para lhe dar náuseas. É um James Bond às avessas, enfim, e é assim que deverá sobreviver a um enredo de ação envolvente com tensão em crescendo, levando a um clímax explosivo que não deve nada a qualquer superprodução hollywoodiana.

Como no primeiro volume, este também fecha com uma história curta e um pequeno ensaio sobre a literatura de espionagem. O primeiro é um conto chamado Pimpf, em que Bob deverá usar os seus conhecimentos ocultos em uma arena perigosa e incomum: um jogo de RPG eletrônico on-line. E o segundo se chama The Golden Age of Spying, e versa um pouco sobre aquele que é inegavelmente o mais famoso espião da literatura (e que eu acredito que não preciso nomear, certo?) – incluindo uma pequena e muito elucidativa entrevista com Ernst Stavro Blofeld, líder da S.P.E.C.T.R.E. e principal antagonista de Bond nos filmes e livros, que se mostra como um homem à frente do seu tempo, um empresário filantrópico lutando pela liberdade em um mundo dominado pelo socialismo velado do estado de bem-estar social.

Na soma final, The Jennifer Morgue é um ótimo livro, com uma história de ação que não deve nada aos melhores Bond movies, e que ao mesmo tempo faz uma sátira muito divertida a todos eles, com um ou dois momentos momentos mesmo que me fizeram rir em voz alta. Recomendo bastante para quem se interessar por tudo isso.


Sob um céu de blues...

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