Sentença

Todos os presentes prenderam a respiração quando o juiz abriu o papel em que estava escrita a sentença. Os membros do júri olhavam para o chão, como se envergonhados. O réu tinha as sobrancelhas baixas enquanto fitava a tribuna; sua expressão traía melancolia, como se já aceitasse o destino que o aguardava.

– O júri considerou o réu culpado… – a voz tinha a força da autoridade, e ressoava pelo tribunal como um trovão. – … pelo crime de matar a saudade.

1 Response to “Sentença”


  1. 1 Ana Carolina Silveira 09/09/2011 às 19:12

    O advogado poderia recorrer, dizendo haver inexibilidade de conduta diversa. Quem não mataria as saudades, tendo a oportunidade?


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