Literatura de Aeroporto

Vinte e cinco anos. Esse foi o tempo que Rafael esperou por este momento – o momento de saber, enfim, como terminava a sua série de livros favorita. Atrasos, divisão de volumes, mesmo acidentes e problemas de saúde do autor, e o medo constante de que ele nunca completasse a história… Passou por tudo isso e algo mais, mas agora enfim a jornada chegava ao fim. Pouco menos de cinquenta páginas restavam – cinquenta páginas em que tudo se revelava, os verdadeiros vilões mostravam a sua cara, e as pontas soltas de sete volumes passados se encontravam e começavam a se fechar. O grande mistério que rondava os protagonistas desde o primeiro livro estava a ponto de ser desvendado; bastava virar mais uma página, ler mais uma frase. O vilão riu sadicamente… Assim ela começava, no exato instante em que o avião em que Rafael voltava para casa após um feriado prolongado se chocava contra oceano.

1 Response to “Literatura de Aeroporto”


  1. 1 Milady 15/02/2013 às 10:45

    Será que os sonhos e as conquistas tem que ser tão breves assim ou tão trágicas,talvez não se não esperarmos tanto tempo.Muito bom seus mini-contos.
    Esteja convidado ao Alma secreta por Milady,abraços.


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