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Final Fantasy: All The Bravest

final-fantasy-all-the-bravestÀ primeira vista, Final Fantasy: All The Bravest parece ser só um joguinho tosco caça-níqueis, como outros tantos recentes lançados para celulares, criado para tirar dinheiro de fãs nostálgicos dos bons tempos da franquia. Mas quando você para para analisá-lo com calma… Vê que ele é bem isso mesmo.

Trata-se de um jogo que não requer habilidade, técnica, nem ao menos sorte; se alguma virtude é necessária para completá-lo, provavelmente é a paciência. Você deve comandar um exército de heróis inspirados nas classes clássicas da série – guerreiro, black e white mages (e todas as outras cores aí no meio), invocador, dragoon… -, formando o provável maior grupo da história da série – o seu número máximo de membros aumenta conforme você avança de nível, e você ganha mais alguns de bônus compartilhando a cada 24 horas um tweet publicitário do jogo, podendo chegar até a quarenta membros no final; e deve batê-lo de frente contra inimigos também clássicos, incluindo aí monstros aleatórios e chefes que marcaram época nos jogos mais antigos, quando os gráficos ainda eram em duas dimensões, de forma que os sprites podem ser reaproveitados com pouco ou nenhum custo (em outras palavras, os Final Fantasies I até o VI).

Você não escolhe quais membros participarão do seu grupo; eles são escolhidos aleatoriamente no começo de cada estágio entre as opções que você já liberou. Também não há controle sobre os seus ataques – cada personagem possui um único movimento, que utiliza quando você o toca, e ataca com ele um inimigo também aleatório entre os disponíveis (sim, até mesmo classes que deveriam ser defensivas e de suporte, como o white mage, aqui recebem manobras de ataque). Da mesma forma, basta um único golpe de um inimigo para que um ou mais personagens sejam tirados da batalha; ele não pode ser curado, mas a cada três minutos um substituto surge para preencher os espaços vazios no seu grupo (ou você pode comprar um item especial que preenche o seu grupo automaticamente quando está vazio, se tiver disposto a gastar dinheiro real com isso…) Para completar a mecânica baseada em tempo real, a cada três horas você tem direito a realizar uma fever, um modo especial em que você pode atacar indiscriminadamente os inimigos sem se preocupar com o tempo de carregamento dos golpes.

Parece simplório e tosco, e na verdade é mesmo. Pra ser bem sincero, eu provavelmente estaria bastante decepcionado e até injuriado se tivesse pago qualquer coisa pelo jogo. No entanto, como um aplicativo gratuito, acredito que ele acaba valendo exatamente o preço que tem, pelo menos se você, como eu, faz parte do seu público-alvo – qual seja, marmanjos babões que passaram a adolescência jogando a série e passarão o resto do dia cantarolando após ouvir as primeiras notas da Terra’s Theme em um dos mapas. Ninguém pode tirar o valor nostálgico que ele possui, complementado com algumas piadinhas e referências inteligentes na descrição de personagens, monstros e itens. Com isso, acaba sendo uma boa diversão descerebrada para jogar no ônibus, na fila do banco ou outros locais semelhantes.

E no fim, pelo menos um grande desafio ele oferece: o de resistir à tentação de jogar dinheiro fora, comprando os personagens premium e os estágios extras da fase pós-Super Nintendo…

Angry Birds Star Wars

angry-birds-star-wars-finalSempre desconfiei dessa modinha Angry Birds por aí. Nada contra quem joga exatamente, cada um gosta do que quiser, mas, pra alguém que vem do lado hardcore da Força gamer como eu, me parecia meio questionável que um jogo que sequer é original chegasse e dominasse com tanta força um nicho do mercado. Acho que é uma prova concreta da diferença que faz o carisma de um personagem-título – afinal, muito mais divertido do que destruir castelos com um trebuchet genérico, é fazer isso com um pássaro suicida fofinho.

Em todo caso, me manti meio alheio a ele por um bom tempo, até que veio a notícia desse Angry Birds Star Wars. Fã da saga máxima do George Lucas que sou, e com a motivação extra de ele ser um download gratuito através do Google Play do Android, resolvi dar uma chance para ele com o meu Samsung Galaxy comprado há alguns meses. E, bem… Sabe que até que é um joguinho legal mesmo?

O que torna ele divertido, acho, é a forma como ele é pensado dentro do conjunto temático da série. Você segue o roteiro da trilogia original, com direito mesmo a pequenas cenas entre algumas fases avançando a “história,” e vai liberando novos pássaros-bombas na medida em que ela se desenrola. Cada um deles possui uma habilidade especial, fundamental para superar certos obstáculos e conseguir a pontuação máxima: Luke possui um sabre de luz; Obi-wan usa a Força para mover obstáculos; o Han sempre atira primeiro… Há mesmo alguns bônus bacanas que você pode adquirir se conseguir boas pontuações, como a habilidade de usar a Millenium Falcon algumas vezes para dizimar os stormpigs imperiais.

O legal é ver como essas habilidades foram consideradas no design dos estágios, de forma que você tenha que usar elas ao máximo para obter as melhores pontuações. E esse design de fase, aliás, é o ponto realmente forte, com diversos elementos destruíveis e características diferentes à medida que você avança por elas – acho que o jogo me conquistou mesmo quando cheguei nas primeiras fases no espaço, onde asteróides e afins emanam um campo magnético que modifica a trajetória dos pássaros ao passar por eles, dando a ele toda uma dinâmica diferenciada e muito inteligente na sua simplicidade.

Enfim, é um joguinho bacana mesmo e muito inteligente, para quem gosta de jogos casuais e da série Star Wars.


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@bschlatter

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