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As Origens do Estado Moderno

Estado modernoExistem estudos controversos sobre qual seria a origem do estado nacional moderno. Atribui-se, normalmente, à Idade Média os conflitos entre classes e instituições que levaram-no a desenvolver-se desta forma, mas muitas de suas características já são resgatadas desde os tempos antigos. E é possível, ainda, buscar vestígios de sua origem em um período ainda anterior, em que começava a se formar o embrião daquilo que veríamos eras mais tarde.

Tudo começou com o Big Bang. Foi após este evento, bilhões de anos no passado, que todo o Universo se desenvolveu da forma como o conhecemos, e, portanto, parece-me lógico deduzir que esteja nele também a origem das estruturas que hoje regem a nossa sociedade. É bem verdade que os relatos e vestígios que temos desta época são escassos e pouco conclusivos, mas, através de estudos como os de Albert Einstein, Edwin Hubble, Georges Lemaître, e outros, é possível obter algumas informações intrigantes avaliando aquilo de que dispomos.

Sabemos que, no início, houve um longo processo de acumulação primitiva de gases e átomos, que se estendeu durante milhares de anos. Foi esta acumulação inicial que gerou grande riqueza em uma determinada área do Universo, se tornando esta o centro que, pela lógica da economia-cosmo, irradiaria a cultura e a produção de bens para as periferias universais.

Neste momento já podemos perceber, também, os indícios da divisão universal do trabalho, através das diferenças de funções entre os átomos, com seus núcleos de carga positiva rodeados por elétrons de carga negativa que circulavam em sua periferia. Essa centralização do poder em torno de um pequeno núcleo de prótons e nêutrons é o primeiro indício daquilo que mais tarde viríamos a chamar de estado nacional moderno.

Outra característica moderna que não pode ser ignorada já nestes tempos é a forte tributação, uma vez que muitos átomos eram obrigados a ceder elétrons para seus semelhantes, através do sistema conhecido como “camadas de valência”, dando origem à estrutura molecular que regeria o universo nos tempos seguintes. Possivelmente não tenha sido uma tributação legitimamente unificada, uma vez que não temos vestígios nem registros concretos sobre qualquer tipo de fiscalização a que eram submetidos, mas, segundo discorrido nos trabalhos de Ernest Rutherford sobre estas relações nos tempos modernos, podemos concluir que ela teve vital importância para a definição das classes elementares nestes tempos primordiais.

Esta grande acumulação inicial de átomos, no entanto, gerou problemas estruturais graves na organização do cosmos. O poder nuclear da época aparentemente não foi capaz de manter coesas todas as estruturas de dominação, gerando uma crise social sem precedentes. E foi esta crise que acabou por causar o colapso estrutural deste proto-estado moderno, no evento hoje conhecido de Big Bang.

Desta forma, podemos concluir que, ainda que o Estado Moderno como conhecemos só tenha adquirido sua forma definitiva a partir dos séculos XV e XVI, algumas de suas estruturas fundamentais já estavam presentes em eventos milhares de anos no passado, em uma época pouco abordada em trabalhos históricos. Cabe às novas gerações, portanto, preencher esta lacuna na historiografia contemporânea, realizando estudos melhor aprofundados sobre este período ancestral da existência.

Devaneio

O universo é composto por bilhões de bilhões de bilhões de estrelas espalhadas por um imenso, absurdamente grande, imensuravelmente gigantesco mar de matéria escura. Cada pontinho brilhante à noite no céu é um astro localizado a milhares, às vezes milhões, de anos-luz da Terra – a saber, cada ano-luz é a distância que uma partícula de luz (também chamada fóton), que viaja na velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, percorre no período de um ano. Como a nossa própria visão é fundamentada na percepção dessas particulas de luz pelos nossos nervos óticos, isso quer dizer que esses mesmos pontos representam, na verdade, a situação da sua respectiva estrela não hoje, mas esses milhares ou milhões de anos no passado. Muitas dessas estrelas talvez nem existam mais; outras tantas podem ter surgido no seu lugar e nós não teremos a menor idéia da sua existência por pelo menos outros milhares ou milhões de anos. Cada uma delas pode, ainda, conter um conjunto de planetas que orbitam na sua volta, talvez menores, talvez maiores, talvez com o mesmo tamanho da Terra. Todos esses astros – não só estrelas e planetas, mas também cometas, asteróides, nebulosas, e sabe-se lá mais o quê – geram uma distorção espacial em torno de si, chamado campo gravitacional, que atrai os objetos à sua volta e, dependendo da sua distância e massa relativa, pode fazê-lo girar ao seu redor. Às vezes, esse campo gravitacional pode ser tão poderoso, e em torno de um espaço tão pequeno, que absolutamente tudo à sua volta é sugado para dentro dele, até mesmo as partículas de luz, resultando em um pequeno ponto escuro no espaço com massa e densidade absurdamente gigantescos – um buraco negro. Absorvendo tudo à sua volta, é possível que esse buraco negro, em algum momento, reúna uma massa tão grande dentro de um espaço tão pequeno que simplesmente a pressão dentro dele torne-se irresistível, e acabe em uma grande explosão de matéria que irá se expandir, condensar e eventualmente formar todo um novo universo de estrelas, planetas, cometas e todo o resto. E, no meio disso tudo, por que raios eu to aqui sentado na frente do computador escrevendo?


Sob um céu de blues...

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@bschlatter

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