Arquivo para maio \31\UTC 2009

Not Too Late

norahj-47dgm69c0Então, às vezes chega um momento da madrugada em que não se aguenta mais ouvir guitarras sujas, solos virtuosos e riffs violentos; aquele momento mágico em que as taças de vinho começam a fazer efeito, você começa a se questionar e filosofar sobre a tediosidade da vida, twittadas inúteis surgem quase que espontaneamente, e uma cama confortável começa a parecer mais atrativa do que horas de diálogo improdutivo com marmanjos que você nunca viu pessoalmente. É nesse instante que você pode vir a procurar alguma coisa diferente para ouvir – algo coisa mais, assim, relaxante. Tipo, hum, Norah Jones.

O que faz Norah Jones? Músicas calmas, bem arranjadas e executadas, levadas por uma voz doce e suave, com aquela capacidade de nos fazer relaxar, servir mais algumas taças de vinho, escorar a cabeça na parede e ficar pensando naquela guria da faculdade que às vezes parece te olhar de um jeito diferente. Ou naquela paixão platônica da 8º série, o que será que ela anda fazendo hoje em dia? Enfim, o tipo de música que quase parece fazer da solidão e do marasmo existencial sentimentos dignos e admiráveis, e assim você se sente um pouco menos como o catarro supremo do universo.

Enfim, é boa música, inegavelmente, ainda que talvez não música para qualquer um ou qualquer momento. Mas pelo menos para mim e às 4 da manhã, funciona.

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A Pergunta

Após a longa escalada, o peregrino chegou, enfim, ao topo de montanha, onde um ermitão meditava em frente a uma cabana de madeira.

– Parabéns. – disse o ancião ao perceber o visitante. – Você venceu a montanha. Como prêmio, pode me fazer qualquer pergunta, e eu responderei.

O peregrino recuperou o fôlego, refletiu por alguns instantes, e perguntou:

– Considerando um elétron e um pósitron de massa m = 9,11 x 10-31 kg, cada qual com energia cinética de 1,20 MeV e mesma quantidade de movimento, colidindo entre si em sentidos opostos e se aniquilando para produzir dois fótons 1γ e 2γ, e considerando os dados: constante de Planck h = 6,63 x 10-34 J.s; velocidade da luz c = 3,00 x 108 m/s; 1 eV = 1,6 x 10-19 J; 1 femtometro = 1 fm = 1 x 10-15 m; quais são os respectivos valores de energia E e do comprimento de onda dos fótons?

O ermitão se virou para o peregrino, arregalando os olhos e abrindo a boca.

– Como?

– É uma questão de física que me atormenta desde o vestibular. Quer que eu repita?

– É isso mesmo que você quer saber?

– É.

– Tem certeza?

– Tenho.

– Não quer saber o sentido da vida? A razão da existência? Se Deus existe mesmo, ou como lidar com a morte do seu gato siamês?

O peregrino pensou por alguns alguns segundos.

– Não, eu quero saber a resposta desta questão mesmo.

– Ah, bem… – o ermitão fechou os olhos e suspirou profundamente. Abriu-os alguns instantes depois, e disse: – Não sei.

– Como assim, não sabe?

– Bem, todo mundo que vem aqui sempre me faz alguma pergunta filosófica sobre a vida e o universo, ou então pede conselhos pessoais. – virou-se para baixo, envergonhado. – Há décadas que desisti de estudar física.

– Quer dizer que eu tive todo o trabalho de subir essa montanha maldita, passei seis semanas dormindo em barracas desconfortáveis com cobertores frios e comendo carne de bode crua, perdi dois dedos do pé congelados, e quase morri pelo menos três vezes, pra nada?

– Sinto muito.

O peregrino xingou o velho com todos os impropérios que conhecia, então se virou e começou a descer a montanha.

História de Pescador

– Cansei de dar peixes a todos na vila, – disse o velho pescador. – e resolvi ensiná-los a pescar.

E assim foram extintos todos os peixes do lago.

2 x 0

020897169-EXH00Não existe, no futebol, resultado mais humilhante que o 2 x 0. Tudo bem, vá lá, é possível fazer muito mais gols em uma partida; 3 x 0 é um resultado razoavelmente comum, 4 x 0 e 5 x 0 também, até um 6 x 0 aqui ou ali não é assim tão raro. Nenhum deles, no entanto, expressa a mesma superioridade, a mesma afronta, o mesmo desdém pelo adversário, que o 2 x 0.

Vencer por 1 x 0, admitamos, nem sempre é um mérito. Muitas vezes, na verdade, é justamente o oposto: a equipe com mais sorte que juízo, que poderia ter feito muito mais, mas desperdiçou as chances que teve; ou que deixou o adversário atacar o jogo todo e venceu em um único contra-ataque inesperado. Não nego, é claro, a validade de um bom 1 x 0 com gol de bola parada aos 40 do segundo tempo – uma vitória é uma vitória, afinal, seja por um ou dez gols de diferença. Mas não dá pra pautar a superioridade de um time sobre outro por um resultado assim; ao contrário, ele denota até uma certa igualdade de termos, um empate técnico, exceto por aquele detalhe mínimo que culminou no gol. Da ótica do derrotado, pode ser mesmo um resultado honroso, um martírio heróico, lutando até o último minuto pelo empate que nunca esteve a mais do que um chute de ser alcançado.

Do lado oposto, temos o exagero, o overkill. Que diferença faz, afinal, um 8 x 0? O primeiro gol de uma partida pode ser o da desigualdade, aquele que desfaz o equilíbrio inicial; e o segundo, o da confirmação, do alívio, que dá a garantia de que não vai ser uma única jogada inesperada a mudar o resultado. Mas e quanto ao terceiro, o quarto, o quinto? Duvido que alguém vibre com o oitavo gol do seu time da mesma forma que fez com o primeiro – é algo que vai contra a própria lógica do futebol, de resultados minguados e sofridos, provocando a expectativa com defesas do goleiro e bolas na trave, até a explosão súbita do gol inesperado, como naquela velha propaganda de refrigerantes (provoque sua sede!). Mesmo do ponto de vista do campeonato, uma goleada raramente faz grande diferença, exceto em torneios eliminatórios ou curtos – a vitória por um gol vale os mesmos três pontos que a por oito, e saldo e gols marcados geralmente são só o segundo ou terceiro critérios de desempate, se tanto.

E sobre superioridade técnica, que pode dizer uma goleada superlativa? Que um time é muito superior ao outro? Qual o mérito de uma vitória assim? Heróis são os que matam ursos e leões, não formigas. Muitas vezes um resultado largo pode ser mesmo fruto de questões externas à própria qualidade dos times – são os jogadores boicotando o técnico, o dia ruim do zagueiro central, a expulsão inesperada do goleiro ainda no primeiro tempo. Quatro, cinco, seis gols em um único jogo, afinal, não pode ser um acontecimento normal, e poucos realmente esperam por resultados assim; só podem denotar que há algo de errado em andamento.

Mas o 2 x 0, ah!, o 2 x 0 é diferente. Quem pode dizer que um 2 x 0 aconteceu por sorte? Mesmo que sejam os únicos ataques de uma equipe em todo o jogo, ainda assim ele é um mérito – afinal, ela de fato aproveitou as chances que teve, coisa que nem todas fariam, e quem sabe quantas mais aproveitaria se as tivesse. Tem a medida certa entre o tamanho e a utilidade – é grande o bastante para não ser revertido em um único lance de sorte, mas não grande demais a ponto dos gols marcados serem desperdiçados no longo prazo do campeonato. O time que faz 2 x 0 não arrisca a vitória por uma provocação boba, correndo o risco de ceder um empate apenas por um descuido ingênuo, ao mesmo tempo em que desdenha do adversário ao dizer: fiz o suficiente; não preciso de mais do que isso.

O 2 x 0 também não denota uma desigualdade expressiva, ao ponto da injustiça. Não é Davi contra Golias, nem vietnamitas contra norte-americanos; não se pode reclamar, ao se perder de 2 x 0, de ser um resultado óbvio, que sequer se esperava que fosse diferente. Não: ambos podiam muito bem estar nas mesmas condições. Exceto que, bem, não estavam – um time é, pura e simplesmente, melhor que o outro, sem exageros desnecessários, sem superlativos deselegantes.

Que fique claro, ainda, que eu não falo da vitória por dois gols de diferença. Falo do 2 x 0 puro, burocrático, ao natural – um gol no primeiro tempo, outro no segundo, para não deixar dúvidas quanto à direção do vento, posição do sol, pressão da torcida sobre o goleiro. Talvez um 3 x 1, vá lá, possa ter méritos parecidos, apesar do gol sofrido manchar o placar; mas um 4 x 2, 5 x 3, 6 x 4 já estão em outra categoria, onde a própria quantidade de gols o distancia de um resultado “normal”.

Enfim, registro aqui este meu pequeno elogio do 2 x 0. Que fique quem quiser com suas goleadas sem significado e gols de placa que nada valem; é no 2 x 0 que eu vejo, de fato, um resultado digno de ser ovacionado, e a prova inconteste de superioridade futebolística.

Alívio

No princípio era a dor
E o peso dos sentimentos;
Uma alma perdida no escuro,
Um universo todo agourento.

Mas agora os pássaros cantam mais,
E as nuvens estão mais brancas!
O mundo se eleva, brilhante,
E só me inspira confiança.

A vida é mais leve e sossegada
Depois de uma boa cagada.

O Guia do Mochileiro das Galáxias

231967_4Desde tempos imemoriais, a humanidade vem se perguntando uma série de questões especialmente intrigantes sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais – coisas como “de onde viemos?”, “para onde vamos?”, “por que estamos aqui?” ou “onde vamos almoçar amanhã?”, que muitos consideram fundamentais para poderem ter uma vida plena de paz e tranqüilidade com o mundo à sua volta. A grande maioria dessas pessoas, no entanto, se soubesse a resposta, provavelmente ficaria decepecionada e acabaria procurando por outras coisas para perturbar sua vida plena de paz e tranqüilidade com o mundo à sua volta, e por isso prefere se ocupar de outras coisas menos decepcionantes. O Guia do Mochileiro das Galáxias pode ser resumido como a história de algumas pessoas especialmente desocupadas que saem de fato atrás dessas respostas, por mais decepcionantes que elas possam ser.

Nem todos realmente são tão empolgados em ir atrás delas, no entanto. O protagonista, por exemplo, Arthur Phillip Dent, apenas se envolveu com essa história toda quando o seu planeta – um pequeno conjunto de minérios e líquidos de cor verde-azulada, absolutamente insignificante, localizado nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental da Galáxia – foi destruído para dar espaço à construição de uma via hiperespacial, sendo ele salvo poucos minutos antes por Ford Prefect, um amigo que, até então, não sabia ser na verdade nativo de um pequeno planeta perto de Betelgeuse. Provavelmente ele preferisse ficar em casa, tomando religiosamente o seu chá das cinco e assistindo partidas de críquete, mas, se vendo nesta situação incomensuravelmente chata e nem um pouco divertida de ficar sem planeta, teve que se conformar em participar dessa busca idiota pela resposta à grande pergunta sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, e viver todo tipo de experiência bizarra e absurda no caminho.

Douglas Adams consegue desenvolver essa história com genial ironia e um humor deliciosamente nonsense, satirizando a todo momento a ficção científica, a própria ciência, a política, a religião e o que mais que estiver entre eles e possa render boas risadas do leitor. Há personagens hilários e inesquecíveis – como Marvin, o robô com o cérebro do tamanho de um planeta e um sério problema de personalidade, ou os Vogons, o centro burocrático da galáxia -, máquinas mais hilárias e inesquecíveis – como o Gerador de Improbabilidade Infinita, que rende algumas das mais improvavelmente geniais passagens do livro – e situações ainda mais hilárias e inesquecíveis. As melhores passagens, sem dúvida, são aquelas retiradas do próprio guia que dá nome à obra, o magnífico livro que explica detalhadamente tudo o que os nossos heróis precisarão saber para sobreviver na Galáxia com menos de 30 dólares altairianos por dia.

Se há um ponto falho no livro, talvez seja o final, que é meio aberto e inconclusivo – mas é unicamente porque não é realmente o fim da história, que continua nos outros livros da série. No mais, é uma obra única e imperdível, que merece – ou melhor, deve – ser lida por todos os que gostam de boas doses de humor satírico e absurdo.

Valkaria Blues

Aquele velho dragão derrubou a minha casa…
Aquele velho dragão, ah!, ele derrubou a minha casa…
As paredes voaram longe quando ele mexeu as asas…

As notas de alaúde que saíam da estranha engenhoca preenchiam o pequeno quarto na área dos dormitórios da Academia Arcana, enquanto os quatro estudantes – dois homens, um elfo e uma moça – ouviam a música.

– Nossa! Como funciona? – perguntou a moça.

– Ah, é bastante simples. – respondeu o homem que aparentava ser o mais velho. – Você coloca um disco de cera no suporte embaixo da agulha, e gira a manivela do lado de baixo enquanto fala alguma coisa nesse funil aqui em cima. O som vai fazer a agulha mexer, riscando o disco e gravando o que você falar. Então eu pago um mago da terra aqui da Academia pra transferir a gravação pra um disco de cerâmica, que é mais sólido e resistente. Aí é só colocar o disco na agulha de novo e fazer a manivela girar para o outro lado para o som sair. Genial, não?

– É mesmo! Onde você conseguiu?

– Comprei numa feira de inventos goblins na cidade, no meu primeiro fim de semana depois que entrei para a Academia. Não podia deixar uma maravilha dessas lá! Desde então vivo gravando coisas nele.

– E esse aí que tá cantando… Quem é? – as palavras pareciam sair com dificuldade para o elfo, em um transe quase hipnótico.

– Você gosta?

– Ele toca como quem chora, as notas parecem lágrimas. Essa música de alguma forma lembra a minha infância em Lenórienn…

– É um cantor de rua que eu encontrei na cidade uma vez, chamado Barun Sk’latt. Meio-orc. – todos olharam-no surpresos quando a raça a que pertencia foi mencionada. – O som dele era fantástico! Muito mais emocionante ao vivo; era como se cada verso que ele cantava fosse arrancado direto do fundo da sua alma, dolorosamente, sem anestesia. Na hora ofereci um almoço pra ele, em troca de gravar algumas músicas num quarto de estalagem ali perto. E, entre uma música e outra, ele me contava pedaços da sua história.

“Me disse que nasceu em uma pequena vila próxima à Valkaria. Foi abandonado ainda criança pela mãe, então acho que deve ter sido fruto de um estupro por algum grupo de salteadores orcs da região. Mas ainda criança foi pego por um capataz de fazenda quando tentava roubar alguns trobos para comer, e foi criado por ele como ajudante. Era bastante forte devido à sua ascendência, o que o tornava apto a trabalhos pesados.

“Não devem ter sido anos muito fáceis, imagino. Recebia comida e roupas limpas, claro, mas deviam tratá-lo pouco melhor que a um animal. Segundo me disse, foi nessa época que começou a tocar o alaúde, para animar as festas entre os empregados nos dias de folga que recebiam. Pelo menos assim podia fazer as pessoas gostarem dele, o que seria difícil de outra forma.

“Parece que algum tempo depois, no entanto, um dragão se estabeleceu em uma caverna nas redondezas, e passou a exigir tributos dos habitantes das vilas próximas. A fazenda onde Barun trabalhava foi uma das primeiras a serem devastadas quando esses tributos não foram pagos, e ele ficou mais uma vez sem ter onde morar. Passou alguns dias tocando por esmolas na praça da cidade, mas pouco depois decidiu tentar a sorte em Valkaria, onde ouviu falar que algumas tavernas e estalagens pagavam bem por bons artistas que se apresentassem para atrair fregueses.

“E agora vem o fato mais curioso da história dele, ouçam só! Ele me disse que uma noite, enquanto viajava para Valkaria, sentou na beirada de uma encruzilhada para descansar, e começou a dedilhar algumas notas no alaúde. Pouco tempo depois, apareceu na sua frente um homem envolto em uma capa escura carregando uma espada negra, com cabelos compridos fazendo sombra sobre o rosto – a única coisa visível em sua face eram os cinco olhos brilhantes que possuía. Fez um sinal com a mão para que Barun lhe emprestasse o alaúde, ele relutou um pouco mas no fim cedeu. O homem tocou algumas notas nele, então afinou o instrumento e o devolveu, sorrindo maliciosamente. Depois foi embora, enquanto Barun seguiu seu caminho para a cidade. Estranho, não? O velho bardo parecia estar certo de que aquele evento foi a causa de tudo o que aconteceu com ele depois, tanto de bom quanto de ruim.

“Logo que chegou em Valkaria, conseguiu um trabalho rápido tocando em uma estalagem pequena, inicialmente em troca de comida e um lugar pra dormir. E foi sucesso imediato; tocava como um demônio, fazendo até o mais frio aventureiro mexer a cabeça e os pés no ritmo da música, e os versos que cantava eram cheios de sentimento e lamentos sobre as dificuldades que vivera até então, deixando as apresentações bastante emocionantes. À medida que passavam os meses era requisitado para apresentações em locais maiores e melhor freqüentados, recebendo pagamentos cada vez mais generosos.

“Mas Barun não era muito esperto, mal conseguia contar os dedos das mãos, e certamente não sabia administrar o dinheiro que ganhava. Logo que era pago já gastava tudo na mesma noite e no mesmo lugar, em bebidas e mulheres que não poderia obter de outra forma. Uma delas, uma prostituta humana já com alguma experiência, era uma amante regular, quase se podia considerá-la sua esposa. Logo que terminava uma apresentação, lá estava ela para pedir que lhe pagasse um drinque com o dinheiro que recebera; quando era recusada, geralmente terminavam a noite aos tapas. Foi a primeira que o abandonou quando o público, e com ele também o dinheiro, começaram a diminuir.

“Não poucas vezes também foi enganado pelos donos das estalagens, que lhe pagavam menos do que o prometido sabendo que ele não conseguiria contar corretamente o dinheiro. Então, logo que a sensação inicial em torno do seu nome esfriou, ele se viu mais uma vez sem nada, obrigado a tocar em troca de esmolas nas ruas.

“Foi nessa época que eu o encontrei, e fiz essas gravações. Procurei ele de novo outras vezes para tentar gravar mais músicas, mas nunca mais o vi. Imagino que tenha caído vítima de algum assaltante ou doença de rua. Triste, não?”

– É mesmo. – o silêncio do elfo foi complementado pelo dos demais, logo que a música no disco chegou ao fim. – Pode tocar outra vez?

– Claro! – fazendo alguns gestos com as mãos, o dono da engenhoca conjurou novamente o pequeno feitiço que fazia a manivela do aparelho girar sozinha.

Aquele velho dragão derrubou a minha casa…
Aquele velho dragão, ah!, ele derrubou a minha casa…
As paredes voaram longe quando ele mexeu as asas…


Sob um céu de blues...

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